Questão FC544868
Texto CG1A1 O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é d
Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Texto CG1A1
O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.
O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.
Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.
Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.
Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.
O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo.
Internet: <www.paulogaia.com.br> (com adaptações).
Acerca da pontuação no segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1, é correto afirmar que
- ambos os travessões poderiam ser substituídos por reticências, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual.
- a substituição do primeiro travessão por vírgula e do segundo por ponto e vírgula não comprometeria a coesão e a coerência textuais.
- os travessões poderiam ser substituídos por parênteses, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido expresso.
- os travessões poderiam ser eliminados, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência textual.
- o primeiro travessão poderia ser substituído por uma vírgula, e o segundo, eliminado, sem prejuízo da coesão textual e do sentido original.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Ele encapsula décadas (às vezes séculos) de conhecimento em palavras ou expressões compactas.
Na passagem, às vezes séculos funciona como uma informação acessória, isto é, um aposto explicativo que acrescenta dados sem alterar a estrutura sintática principal.
Os parênteses isolam naturalmente esse elemento, indicando que ele é um comentário lateral. Ao colocá‑lo entre parênteses, mantém‑se a relação sintática entre sujeito, verbo e complemento, preservando o sentido e a correção gramatical.
Portanto, substituir os sinais que isolam o aposto por parênteses é perfeitamente adequado: a oração continua correta e o conteúdo semântica permanece inalterado.
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