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Questão FC544959

Texto CG1A1 O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é d

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CEBRASPE (CESPE) · 2025

Texto CG1A1

 

O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

 

O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

 

Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

 

Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

 

Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

 

O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.

 

Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo.

Internet: <www.paulogaia.com.br> (com adaptações).

 

A respeito das relações coesivas no terceiro parágrafo do texto CG1A1, assinale a opção correta.

  1. A expressão “dessas pessoas” é empregada em referência tanto aos economistas quanto à sociedade em geral, que é afetada pelos fenômenos econômicos.
  2. O termo “Afinal” introduz uma explicação.
  3. O termo “assim” tem valor comparativo.
  4. A expressão “desse mundo” refere-se ao economês.
  5. O termo “isso” remete à utilidade do economês apenas para os economistas.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Afinal funciona como conectivo que introduz uma explicação para a afirmação anterior: o autor diz que “isso não deveria ser assim” e, em seguida, justifica por quê.

No fragmento "Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.", o advérbio retoma a ideia precedente e apresenta a razão que torna inaceitável o fechamento do economês.

Gramaticalmente, trata-se de um marcador discursivo com valor explicativo/justificativo, pois liga a conclusão implícita à causa que a sustenta.

Portanto, a opção B está correta: Afinal introduz uma explicação.

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