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Questão FC545148

Texto CG1A1 O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é d

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

CEBRASPE (CESPE) · 2025

Texto CG1A1

 

O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

 

O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

 

Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

 

Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

 

Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

 

O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.

 

Paulo Gaia. Por que os economistas falam economês? Ferramentas para entender o mundo.

Internet: <www.paulogaia.com.br> (com adaptações).

 

Assinale a opção em que a reescrita proposta para o último período do texto CG1A1 preserva a correção gramatical e a coesão e coerência textuais.

  1. Quando entende-se essa “caixa de ferramentas”, se ganha mais do que o entendimento de jargões econômicos: se ganha a capacidade de decifrar a economia e as finanças do Brasil.
  2. Quando essa “caixa de ferramentas” é compreendida, ganhamos mais que o entendimento de jargões econômicos: se ganha a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
  3. Quando se compreende essa “caixa de ferramentas”, ganha-se mais que o entendimento de jargões econômicos: ganha-se a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
  4. Ao aprender essa “caixa de ferramentas”, se ganha mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia e as finanças do Brasil.
  5. Ao apreendermos essa “caixa de ferramentas”, se ganha mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganham-se a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa apresentada preserva a correção gramatical e a coerência textual porque respeita a colocação do pronome oblíquo "se" e mantém a construção impessoal clara.

Em "Quando se compreende", a conjunção temporal atrai o pronome para a próclise, portanto a posição de "se" antes do verbo é obrigatória.

Nas ocorrências seguintes, em "ganha-se mais" e "ganha-se a capacidade", o pronome aparece em posição ênclítica, isto é, após o verbo, evitando que o pronome inicie a oração, o que preserva a norma culta.

Além disso, a repetição uniforme de "ganha-se" cria paralelismo e coesão, mantendo o sentido impessoal e geral do período e garantindo fluidez e clareza.

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