Questão FC546386
Uma Secretaria da Fazenda iniciou a modernização de seu sistema legado, originalmente estruturado em uma Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), buscando migrar gradualmente para u
Arquitetura de Aplicações
FCC · 2025
Uma Secretaria da Fazenda iniciou a modernização de seu sistema legado, originalmente estruturado em uma Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), buscando migrar gradualmente para um modelo baseado em microsserviços. Nesse cenário, a
- latência pode aumentar à medida que os microsserviços escalam, já que compartilham recursos de comunicação entre si, o que não ocorre com SOA, que mantém desempenho consistente mesmo com muitos serviços, já que não há competição por recursos.
- transição de SOA para microsserviços envolve, entre outros desafios, a redistribuição da lógica de negócio em serviços menores e autônomos, favorecendo deploys independentes e maior resiliência a falhas.
- granularidade dos serviços na arquitetura SOA tende a ser maior do que em microsserviços, o que favorece o reuso, mas limita a automação de testes e o versionamento independente.
- transição de SOA para microsserviços requer o desacoplamento do Establishment Service Bus (ESB), substituindo-o por gateways centralizados que concentram a lógica de orquestração entre os serviços.
- adoção de microsserviços torna dispensável o uso de API Gateways, visto que cada serviço deve expor sua interface conforme sua lógica local e estas aumentam a exposição a vetores de ataque.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A transição de SOA para microsserviços implica redistribuir a lógica de negócio em serviços menores e autônomos. Em vez de concentrar regras e processos em poucos serviços grandes, cada microsserviço passa a encapsular uma responsabilidade de negócio bem definida.
Essa redistribuição permite deploys independentes, pois equipes podem liberar, escalar e atualizar serviços sem impactar todo o sistema. Também melhora a resiliência, já que falhas ficam isoladas em serviços específicos, reduzindo o impacto no restante da plataforma.
Na prática é necessário redesenhar fronteiras de domínio, tratar consistência de dados e comunicação entre serviços, e adotar automação de CI/CD e observabilidade para garantir os ganhos de agilidade e tolerância a falhas.
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