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Questão FC561531

Os historiadores e intelectuais ao investigarem a história de Goiás, não só explicam, mas criam modos de ver e de pensar o passado. Esses modos, por sua vez, organizam modos de ver

História do Brasil

FSADU (UFMA) · 2009

Os historiadores e intelectuais ao investigarem a história de Goiás, não só explicam, mas criam modos de ver e de pensar o passado. Esses modos, por sua vez, organizam modos de ver e interpretar o presente, ponto de partida de toda investigação histórica. Analise se as alternativas abaixo estão certas (C) ou erradas (E).

I. A interpretação da longa crise do ouro em Goiás, cuja duração alcança mais de um século, representou uma estratégia para chamar a atenção das autoridades para a necessidade de investimentos na região.

II. A rápida reconversão da economia mineira em uma economia agropastoril é um indicador da fragilidade das interpretações decadentistas.

III. Ao investigar o lento processo de crise da mineração, a historiografia valorizava as conquistas do presente e reafirmava a presença de um tempo que resistia à modernização.

IV. O investimento da historiografia em ressaltar os elementos modernos no passado goiano indicava o desejo de romper com a identidade rural do Estado.

V. A forte presença da música sertaneja é um indicador do domínio das atividades rurais sobre as urbanas em Goiás.

Está CORRETO o que se afirma em

  1. I, III e IV.
  2. II, III e V.
  3. I, IV e V.
  4. I, II e III.
  5. II, IV e V.
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Gabarito

A

Comentário do professor

I. A interpretação da longa crise do ouro como processo que se estendeu por mais de um século funcionou também como recurso argumentativo: ao caracterizar a decadência como duradoura, historiadores e viajantes chamavam atenção das autoridades para a necessidade de investimentos e políticas públicas que revertessem o isolamento e o declínio regional.


III. Ao analisar o lento processo de crise da mineração, a historiografia ressaltava conquistas do presente, reforçando a ideia de um tempo antigo que resistia à modernização. Essa leitura legitimava iniciativas de ruptura com o passado visto como atrasado e justificava projetos de transformação.


IV. O esforço historiográfico em encontrar elementos de modernidade no passado goiano serviu ao propósito de romper com a identidade rural atribuída ao Estado, construindo uma narrativa que valorizava a urbanização e o progresso como traços definidores de uma nova época.

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