Questão FC565639
O texto a seguir apresenta um depoimento de Aecim Tocantins, político que foi vereador e prefeito de Cuiabá. O que eu acho que houve [...], se foi um ato arbitrário? Não digo que f
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
UFMT · 2018
O texto a seguir apresenta um depoimento de Aecim Tocantins, político que foi vereador e prefeito de Cuiabá.
O que eu acho que houve [...], se foi um ato arbitrário? Não digo que foi um ato arbitrário, mas foi um ato violento, um ato muito assim [...] abrupto. Porque, lamentavelmente, é verdade, não estava preparado – o governo federal não tinha preparado aqueles planos que se falava na Lei Complementar n.º 31: o Programa de Desenvolvimento para 10 anos... nada preparado.
(NEVES, Maria Manuela Renha de Novis.
Relatos políticos: entrevistas: memória divisionista – MT. Rio de Janeiro: Mariela Editora, 2001.)
Na avaliação de Aecim Tocantins sobre a divisão do Estado de Mato Grosso, esse processo foi marcado
- pelo minucioso planejamento administrativo.
- pela inesxistência de políticas federais para viabilizar a divisão.
- pelo atendimento das reivindicações das elites locais.
- pelas vantagens econômicas para os fazendeiros.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A avaliação de Aecim Tocantins indica claramente a inexistência de políticas federais como traço definidor do processo de divisão. Ele afirma que “não estava preparado – o governo federal não tinha preparado aqueles planos [...] nada preparado.”
Essa declaração aponta para a falta dos instrumentos previstos na Lei Complementar nº 31, como o Programa de Desenvolvimento para 10 anos, que deveriam assegurar a viabilidade administrativa e econômica da divisão.
Na prática, a ausência desses planos tornou o procedimento abrupto e violento em termos institucionais, obrigando Estados e municípios a lidar com mudança estrutural sem suporte federal, o que comprometeu implementação e sustentabilidade do novo arranjo territorial.
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