Questão FC565675
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2010 existiam no Estado de Mato Grosso 14 aglomerados subnormais sendo 10 em Cuiabá e 4 em Várzea Grande, total
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
UFMT · 2012
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2010 existiam no Estado de Mato Grosso 14 aglomerados subnormais sendo 10 em Cuiabá e 4 em Várzea Grande, totalizando 56.982 habitantes. A identificação desses locais foi feita com base nos seguintes critérios: a) ter no mínimo 51(cinquenta e uma) unidades habitacionais carentes (barracos, casas...), em sua maioria de serviços públicos essenciais; b) ocupação ilegal da terra, ou seja, construção em terrenos de propriedade alheia (pública ou particular) no momento atual ou em período recente (obtenção do título de propriedade do terreno há dez anos ou menos); c) urbanização fora dos padrões vigentes - refletida por vias de circulação estreitas e de alinhamento irregular, lotes de tamanhos e formas desiguais e construções não regularizadas por órgãos públicos.
(Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/
aglomerados_subnormais/agsn2010.pdf. Acesso em 14/08/2012. (Adaptado).)
A leitura do texto permite afirmar que os aglomerados subnormais existentes em Mato Grosso
- prejudicam a beleza cênica pelas ruas irregulares que não permitem a mobilidade urbana.
- resultam das ações do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) coibidas pelos órgãos públicos de regularização urbana.
- resultam, dentre outros fatores, da acelerada urbanização, do déficit de moradias e dos processos de exclusão social.
- prejudicam os serviços públicos essenciais pela elevada demanda populacional e pela irregularidade fundiária urbana.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa está correta porque relaciona a existência dos aglomerados subnormais a fatores estruturais observáveis no enunciado. O crescimento rápido das cidades gera demanda habitacional que o mercado e o poder público não supõem atender, caracterizando a urbanização acelerada e o déficit de moradias.
Essas condições empurram populações para ocupações ilegais e formas de assentamento sem infraestrutura, o que o IBGE descreve como urbanização fora dos padrões e moradias carentes de serviços essenciais.
Além disso, o fenômeno decorre de processos de exclusão social, quando parcelas da população são impedidas de acessar mercado formal de moradia e serviços públicos, consolidando assentamentos precários.
Portanto, a alternativa sintetiza adequadamente as causas que explicam a formação desses aglomerados.
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