FC ConcursosFC Concursos

Questão FC565699

Mato Grosso teve uma queda de 71% no número de focos de calor entre o dia primeiro de janeiro e 31 de agosto de 2011, se comparado com o mesmo período do ano passado. O estado regi

Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados

UFMT · 2011

Mato Grosso teve uma queda de 71% no número de focos de calor entre o dia primeiro de janeiro e 31 de agosto de 2011, se comparado com o mesmo período do ano passado. O estado registrou 4.045 focos de queimadas neste ano, enquanto nos oito meses do ano passado foram 14 mil focos, um pico histórico de queimadas. Os dados fazem parte de uma análise da organização não governamental Instituto Centro de Vida (ICV), que utilizou informações do satélite Noaa-15, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

(Disponível em http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/09/queimadas-em-mato-grosso-tem-queda-de-71-no-ano-segundo-icv.html. Acesso em 15/09/2011.)

Sobre o assunto, assinale a afirmativa correta.

  1. Foco de calor é qualquer temperatura acima de 47ºC, mas que não é necessariamente um foco de fogo ou incêndio (quando já existe a presença do fogo); pode ser detectado em uma área que esteja muito quente devido à presença dos raios solares.
  2. Em Mato Grosso, inexiste decreto estadual que legitime a proibição da queimada, assim, quem for pego ateando fogo em áreas urbanas e rurais recebe multas, mas não é obrigado a pagá-las, pois não há crime ambiental.
  3. O tipo de material combustível não influencia a intensidade do fogo, facilitando a ação dos brigadistas responsáveis pelo controle das queimadas.
  4. Em Mato Grosso, ocorreu redução das queimadas, porque o Estado vem investindo menos na agricultura que utiliza o fogo para limpar áreas para o cultivo e concentrando maiores investimentos na indústria.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

A

Comentário do professor

Foco de calor é o termo usado para áreas apontadas por sensores de satélite como com temperatura elevada, normalmente acima de 47ºC. Essa medida refere-se à detecção de anomalia térmica pelo sensor, não à observação direta de chamas.

Nem todo foco de calor corresponde a um foco de fogo/incêndio. Superfícies expostas ao sol, rochas aquecidas, atividades industriais ou equipamentos podem gerar leituras quentes sem combustão.

A confirmação de incêndio exige complementação por imagens visíveis, detecção de fumaça, persistência temporal da anomalia ou vistoria de campo. Sensores registram radiação térmica, portanto o indicador funciona como um proxy de queimadas e pode superestimar ocorrências.

Por isso, estatísticas baseadas em focos de calor devem ser interpretadas com cautela, combinando dados satelitais, meteorologia e verificação local.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo