Questão FC566137
“(...) As tropas, entretanto, só se movimentavam depois da estação das chuvas, para não atolar nos lamaçais. A região abrigava, assim, um processo diversificado de ocupação, com su
História do Brasil
SELECON · 2024
“(...) As tropas, entretanto, só se movimentavam depois da estação das chuvas, para não atolar nos lamaçais. A região abrigava, assim, um processo diversificado de ocupação, com sua complexa rede de relações econômicas e exploração de produtos naturais, além do inevitável contrabando, que seguia por picadas e trilhas pouco a pouco controladas. (...)”.
PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 2. Império.
Leya, Editora Casa dos Mundos. 2019. pp. 87 e 88.
A partir desse cenário descrito pela autora acerca da então região Centro Oeste, em pleno século XIX, pode-se apreender que:
- com muitas atividades econômicas desenvolvidas, a Província de Mato Grosso recebia muitos elogios por parte dos viajantes e funcionários do governo imperial
- diferente de Goiás, a Província de Mato Grosso possuía um considerável número de artesãos, levando-a a vender seu artesanato para outras províncias
- a Província de Mato Grosso, à época citada, possuía uma economia bastante desenvolvida, com intensas relações com o mercado externo
- os hábitos e a rotina da população da Província de Mato Grosso, mesmo os da elite, eram considerados rústicos e interioranos pelos que chegavam de fora
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Gabarito
D
Comentário do professor
O trecho enfatiza a condição de isolamento e as práticas cotidianas na Província de Mato Grosso no século XIX, chamando atenção para os hábitos e a rotina locais.
Descrições como dormir em redes, ausência de móveis sofisticados e enterros dentro das igrejas mostram modos de vida simples que, ainda quando praticados pela elite, não se afastavam do padrão rural e provincial.
Além disso, a dificuldade de circulação em tempo de chuvas, a economia voltada a mercados internos e as trilhas de contrabando reforçavam a impressão de região pouco integrada e de vida cotidiana marcadamente rústica e interiorana.
Portanto, a obra registra que os estrangeiros e agentes do Império viam os costumes locais, inclusive os das elites, como provincianos e rústicos.
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