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Questão FC566182

Através das complexas experiências históricas dos quilombolas se percebem, para além da resistência e dos variados aspectos das suas vidas sociais, econômicas e culturais, as trans

História do Brasil

SELECON · 2019

Através das complexas experiências históricas dos quilombolas se percebem, para além da resistência e dos variados aspectos das suas vidas sociais, econômicas e culturais, as transformações nas relações entre senhores e escravos. Ao contrário do isolamento, os mundos criados pelos quilombo/as acabaram por afetar e modificar os mundos dos que permaneciam escravos e toda a sociedade envolvente.

 

GOMES, Flávio dos Santos. A hidra e os pântanos: mocambos quilombolas e comunidades de fugitivos no Brasil (século XVII-XIX). São Paulo: Ed. UNESP: Ed. Polis, 2005, p.30.

 

Sendo a Província de Mato Grosso uma área fronteiriça, isso acabou favorecendo a movimentação de nativos e africanos escravizados, facilitando o processo de formação de quilombos durante os séculos XVI 11 e XIX, considerando-se os desafios do acesso e circulação pelos rios e caminhos nas matas, bem como as reações indígenas contra os colonizadores.

 

Sobre a presença de quilombos na Província de Mato Grosso, verifica-se o fato de:

  1. a condição de escravizado impedir que africanos adquirissem uma capacidade de mobilidade e negociação que lhes desse posição de privilegiados nas relações sociais na fronteira
  2. a especificidade dessa parte mais a oeste do território, como fronteira geográfica e de gente, ter presenciado várias nações nativas da região aliadas aos escravos negros nas suas sublevações
  3. a região ser de fronteira, em especial, uma fronteira hidráulica, o que impedia os nativos e os africanos escravizados de fugirem e de formarem quilombos na província
  4. à época, os quilombos formados, por se localizarem distantes das vilas e cidades, enfrentando dificuldades de locomoção, serem impedidos de negociar seus produtos excedentes
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa indica que a especificidade da região mais a oeste funcionou como fronteira geográfica e de gente, favorecendo a formação de quilombos por meio de alianças entre nações nativas e escravos negros.

O caráter fronteiriço implicava mobilidade, rotas fluviais e áreas de mata pouco vigiadas, onde grupos com conhecimentos locais encontravam refúgio e vantagens estratégicas.

Essas condições propiciaram cooperação prática: apoio logístico, abrigo, trocas e ações coordenadas em sublevações, unindo objetivos de autonomia e resistência contra o colonizador.

Assim, a presença de povos indígenas aliados ampliou a capacidade de fuga e de sustentação dos quilombos, alterando relações sociais e desafiando a ordem escravista regional.

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