Questão FC570428
A principal crítica gerencial ao Custeio por Absorção, apesar de ser o único método aceito pela legislação fiscal brasileira para avaliação de estoques, é que ele pode
Sem classificação
FUNCERN · 2025
A principal crítica gerencial ao Custeio por Absorção, apesar de ser o único método aceito pela legislação fiscal brasileira para avaliação de estoques, é que ele pode
- ignorar os custos fixos na composição do custo do produto, fornecendo um custo unitário menor que o real.
- distorcer o resultado do período em função das variações no volume de produção, pois permite que custos fixos de produção sejam "estocados" quando a produção é maior que as vendas.
- ser excessivamente complexo e caro de implementar, por exigir o mapeamento de todas as atividades da empresa.
- apresentar um custo de produto que inclui apenas os custos variáveis, dificultando a análise de longo prazo.
- ser utilizado apenas para empresas comerciais, não se aplicando a indústrias ou prestadores de serviço.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O Custeio por Absorção aloca aos produtos tanto os custos variáveis quanto os custos fixos de produção. Quando a empresa produz mais do que vende, parte desses custos fixos é incorporada aos estoques finais em vez de ser reconhecida como despesa no período.
Seja \(F\) o total de custos fixos, \(Q_p\) unidades produzidas e \(Q_s\) unidades vendidas. O custo fixo por unidade é \(F/Q_p\). A parcela de custos fixos "estocada" é \((Q_p - Q_s)\times\frac{F}{Q_p}\). Assim, maior produção relativa às vendas reduz as despesas reconhecidas e eleva artificialmente o lucro do período.
Essa característica pode distorcer a análise gerencial do desempenho, pois o resultado passa a depender do volume de produção e não apenas da atividade de vendas e eficiência.
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