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Questão FC588845

A Susepe deu início à ocupação da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG) em abril de 2011. O estabelecimento tem capacidade para 432 detentas e 7,7 mil metros quadrados d

Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados

Fundação La Salle · 2017

A Susepe deu início à ocupação da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG) em abril de 2011. O estabelecimento tem capacidade para 432 detentas e 7,7 mil metros quadrados de área construída. O estabelecimento conta com unidade para atendimento médico, área para trabalho prisional e salas de aula. O investimento foi de R$ 22,7 milhões com recursos do Governo do Estado. Em dezembro, foi inaugurada a Unidade Materno Infantil. A ala criada é destinada para detentas com filhos nas idades de seis meses a um ano, já que as presas com filhos menores que esta faixa, permanecem na Penitenciária Feminina Madre Pelletier (PFMP), em Porto Alegre. A entrega da unidade contou com a colaboração do Conselho da Comunidade de Guaíba.

Disponível em: http://www.susepe.rs.gov.

br/upload/1394565369_Revista%20da%20Susepe%20-%20Balan%C3%A7o%202011 .pdf. Acesso em: 15/02/2017).

Em relação às mulheres em privação de liberdade é correto afirmar que:

  1. trata-se de um problema secundário, a atenção da sociedade deve voltar-se para a recuperação dos apenados do sexo masculino por estarem em maior número em relação às mulheres.
  2. dificilmente são recuperadas voltando a delinquir sob a influência do elemento masculino.
  3. o efetivo carcerário feminino diminuiu nos últimos anos, isso se deve as precárias condições dispensadas as detentas e de seus filhos.
  4. estatísticas demonstram que a criminalidade feminina já supera a criminalidade masculina, isto se deve as inúmeras transformações sociais das últimas décadas.
  5. pesquisa realizada no ano de 2008 apontou que os homens presos recebiam mais visitas de familiares do que as mulheres.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A pesquisa de 2008 mostrou que os homens presos recebiam mais visitas familiares do que as mulheres. Esse dado revela diferenças concretas nos laços de apoio social entre gêneros no sistema prisional.

Explica-se por fatores como o estigma mais intenso sobre a mulher presa, o abandono por parte de parceiros, a sobrecarga de cuidados familiares que recai sobre mães e avós e pelas dificuldades econômicas e logísticas para deslocamento até unidades femininas, frequentemente mais afastadas.

Menos visitas significam menor apoio afetivo e material, o que prejudica a saúde mental e a ressocialização das detentas. O resultado indica a necessidade de políticas específicas — facilitação de visitas, atenção materno-infantil e suporte à família — para reduzir essas desigualdades.

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