Questão FC590772
“No Acre, as mulheres foram sempre excluídas e silenciadas, desde o nascimento do território, e foi grande a dificuldade para começarem a publicar. Elas começaram escrevendo em jor
História do Brasil
Instituto ACCESS · 2021
“No Acre, as mulheres foram sempre excluídas e silenciadas, desde o nascimento do território, e foi grande a dificuldade para começarem a publicar. Elas começaram escrevendo em jornais, como o Jornal Talismã, que circulava em 1913, em Xapuri, sendo um jornal católico feito só por mulheres. Elas escreviam receitas, preces, cartas, poemas e contos nos jornais, do mesmo modo como aconteceu nas outras cidades brasileiras, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo. A primeira mulher a publicar um romance no Acre foi Florentina Esteves, nos anos 1990, denominado O Empate, enquanto os homens começaram a publicar em 1942, com um livro de contos. As mulheres apenas tiveram a autonomia para fazer o mesmo já na década final do século XX, mostrando as dificuldades de ser mulher independente e escritora, em terras de Coronel de Barranco.”
(Margarete Prado.
Escritoras do Acre. In: https://www.euleiobrasil.com.br/escritoras-do-acre-parte-1/)
Com base no fragmento de texto acima, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo “Coronel de Barranco” faz referência ao coronelismo acreano e evidencia o machismo predominante na cultura do estado do Acre até o final do século XX.
II. Na primeira metade do século XX, as mulheres acreanas tiveram grande participação na formação da literatura regional.
III. No Acre, o empoderamento feminino na literatura teve seu ápice em 1913, com a circulação do Jornal Talismã, que era formado apenas por mulheres.
Assinale:
- se somente a afirmativa I estiver correta.
- se somente a afirmativa II estiver correta.
- se somente a afirmativa III estiver correta.
- se somente a afirmativa I e II estiverem corretas.
- se somente a afirmativa II e III estiverem corretas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Coronel de Barranco alude ao fenômeno do coronelismo na região amazônica: figuras locais de poder que controlavam vida social, econômica e cultural. No texto, esse termo funciona como símbolo do sistema patriarcal que restringiu a voz feminina no Acre.
O fragmento mostra que mulheres foram historicamente excluídas e só conseguiram publicar em meios restritos, como jornais locais, e que a primeira romancista acreana surgiu apenas nos anos 1990. Esses elementos corroboram a leitura de que o poder coronelista reforçou o machismo e atrasou a autonomia literária feminina.
Assim, a afirmativa I está correta por relacionar o rótulo "Coronel de Barranco" ao contexto de dominação masculina que marcou a cultura acreana até a década final do século XX.
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