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Questão FC591020

"Rebentou, então, por culpa dos portugueses, uma revolta dos índios, que anteriormente se mostravam pacíficos, e o chefe da terra pediu-nos pelo amor de Deus, que fôssemos às press

História do Brasil

IAUPE · 2017

"Rebentou, então, por culpa dos portugueses, uma revolta dos índios, que anteriormente se mostravam pacíficos, e o chefe da terra pediu-nos pelo amor de Deus, que fôssemos às pressas auxiliar o lugar... do qual os indígenas queriam se apoderar. [...] O número dos defensores montava, incluindo-nos, cerca de 90 cristãos. Acrescente-se a esse número 30 negros e escravos brasileiros, a saber, selvagens que pertenciam a colonos."

(SATDEN, Hans. Duas viagens ao Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974. p. 46.)

Sobre a relação estabelecida entre os chamados índios pernambucanos e os colonizadores portugueses, é CORRETO afirmar que

  1. as constantes solicitações feitas por Duarte Coelho à coroa portuguesa, no sentido de permitir que ele pudesse importar para a Capitania negros escravizados da Guiné, faziam sentido em face ao pendor natural à preguiça, apresentado pelos índios.
  2. ao contrário do que ocorria na maior parte do território da América Portuguesa, não existia, nas terras da Capitania de Pernambuco, diversidade de povos indígenas. Pelo contrário, a dispersão dos caetés por todo o território pernambucano foi um dos fatores para sua rápida conquista e colonização.
  3. na capitania de Pernambuco, os ataques indígenas foram constantes às vilas e plantações de açúcar. Apesar de as tropas coloniais repelirem as investidas, esses ataques não eram cessados. Esse foi um dos motivos que levaram a Coroa portuguesa a enviar ao Brasil levas de missionários, para que pudessem atuar entre os índios e ajudar na sua "domesticação".
  4. os inúmeros contatos que os europeus-cristãos estabeleceram com os povos indígenas, a partir de um determinado momento da colonização, foram mediados por uma lógica colonizadora de opressão, imposição, negação, impostas pela superioridade dos colonos Portugueses. Essa era tamanha, que não permitiu o desenvolvimento de qualquer forma de resistência indígena.
  5. a história das relações sociais entre os missionários franciscanos e indígenas na Capitania de Pernambuco revela a existência de inúmeros contatos ao longo do período colonial. Mais preocupados com a catequese dos povos indígenas, não exerceram nenhuma influência na política indigenista adotada pela metrópole.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Na capitania de Pernambuco a expansão dos engenhos de açúcar gerou frequentes confrontos: os ataques indígenas visavam vilas e plantações e surgiam como reação à perda de terras e à violência colonizadora.

As tropas coloniais conseguiam repelir investidas pontuais, mas isso não eliminava a resistência indígena, que explorava o conhecimento do território e a mobilidade para persistir nos ataques.

Como resposta complementar à força, a Coroa enviou missionários (principalmente franciscanos e capuchinhos) para atuar entre os povos nativos.

Esses religiosos promoveram a catequese e a organização em aldeamentos, medidas destinadas a afastar indígenas das áreas produtivas e a facilitar sua "domesticação".

Assim, a política colonial combinou ação militar e projeto religioso‑cultural para assegurar a continuidade da produção açucareira e o controle territorial.

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