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Questão FC591056

O Brasil, em virtude de opções econômicas feitas durante o Império, perdeu a chance de se transformar numa nação industrializada. Ocorreu alguns pequenos surtos industrializantes,

História do Brasil

CONSULPLAN · 2022

O Brasil, em virtude de opções econômicas feitas durante o Império, perdeu a chance de se transformar numa nação industrializada. Ocorreu alguns pequenos surtos industrializantes, mas, de um modo geral, o que houve foi um desenvolvimento econômico baseado na exportação de produtos primários. Porém, alguns fatos, como o declínio tarifário (1844), uma maior disponibilidade de capitais decorrentes da extinção do tráfico negreiro e os superavits comerciais, permitiram melhorias técnicas e industriais significativas. Cresceram os investimentos em comunicações (ferrovias, companhias de navegação e de telégrafos), bem como no nível de industrialização. A modernização brasileira, principalmente no centro-sul, é facilmente percebida, fazendo-se notar em vários setores da economia, espalhando-se, mais vagarosamente, pelo restante do país. Com a divisão internacional do trabalho, a economia do Brasil e do Rio Grande do Norte integraram-se mais rápido e definitivamente ao mercado internacional. Sobre o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte, durante o período colonial e império, é INCORRETO afirmar que:

  1. Na primeira metade do século XIX, a economia do Rio Grande do Norte se diversificou, produzindo, além do gado, do couro, do algodão e da rapadura, outros produtos como o sal, o tabaco, o peixe salgado e as drogas medicinais, minerais, amianto, cristal e pedras calcárias, silicosas e graníticas.
  2. A integração da economia da província do Rio Grande do Norte às correntes do comércio internacional se fez através da importação, de algodão, couros e açúcar, bem como de diferentes produtos manufaturados europeus, sobretudo tecidos, ferragens, vinho e diversos tipos de quinquilharias.
  3. Somente a partir do segundo quartel do século XIX, o açúcar veio a se tornar o mais importante fundamento da economia da província do Rio Grande do Norte. Até 1840, devido à instabilidade política por que passava o país, a agroindústria açucareira norte-rio-grandense desenvolveu-se a passos lentos.
  4. Durante todo o período colonial, o Rio Grande do Norte teve dificuldades para produzir açúcar. Os engenhos não chegaram a desabrochar inteiramente, dividindo-se entre a fabricação do açúcar e outras atividades econômicas, como a pecuária. Nunca a então capitania chegou a ter mais de dois engenhos.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa apresenta uma inversão do sentido das trocas comerciais: afirma que a província importava algodão, couros e açúcar, quando, historicamente, tais itens eram exportados para o mercado externo.

O Rio Grande do Norte integrou-se ao comércio internacional como fornecedor de produtos primários; em contrapartida, dependia da importação de bens europeus (tecidos, ferragens, vinho, quinquilharias) para suprir necessidades locais.

Essa configuração resulta da especialização exportadora e da limitada industrialização regional, que impunha a troca de matérias-primas por manufaturados estrangeiros. Portanto, a afirmação está incorreta por ter invertido os fluxos comerciais.

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