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Questão FC591110

Após a Revolução Farroupilha, a economia pecuária sulina foi beneficiada tanto pelos acertos econômicos entre o governo central e a província como pelas perturbações ocorridas no P

História do Brasil

DES IFSUL · 2015

Após a Revolução Farroupilha, a economia pecuária sulina foi beneficiada tanto pelos acertos econômicos entre o governo central e a província como pelas perturbações ocorridas no Prata. [...] A crise das charqueadas rio-grandense iria se revelar a partir da década de 60.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História do Rio Grande do Sul. 6ª ed. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1992. p. 40-41.

Um dos fatores que explicam esse declínio da charqueada rio-grandense foi

  1. a determinação imposta pelo tratado de 1851 de que o gado uruguaio não pagaria imposto na alfândega brasileira ao passo que o charque platino seria onerado com taxas para entrar no país.
  2. a desarticulação da economia sulina com o envolvimento da província na “Guerra Grande” entre as forças platinas, de Oribe e Rosas, contra o Brasil, aliado de Urquiza e Venâncio Flores.
  3. a lei Eusébio de Queiróz simultânea à expansão da economia cafeeira, que abria novas frentes de cultivo provocando uma dificuldade de obtenção de mão de obra e sua consequente elevação de preços.
  4. a política fiscal do Império, que onerava o charque sulino com altas taxas de importação sobre o sal e obrigava os pecuaristas a pagar pesados impostos sobre a légua de terra.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Lei Eusébio de Queirós (1850) aboliu o tráfico transatlântico de escravizados para portos brasileiros, interrompendo a chegada de mão de obra nova que sustentava atividades intensivas em trabalho.

Ao mesmo tempo, houve a expansão cafeeira no Sudeste, com abertura de novas áreas de cultivo que exigiam grande quantidade de mão de obra. Essa demanda deslocou escravizados para as fazendas de café e atraiu capital e trabalhadores para outras regiões.

Como consequência ocorreu escassez de mão de obra na região sul e alta nos preços dos escravizados, dificultando a reposição e encarecendo a produção nas charqueadas. Por dependerem do trabalho escravo, as charqueadas rio-grandenses entraram em crise a partir da década de 1860.

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