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Questão FC591207

“Rios caudalosos, florestas impenetráveis, tribos indígenas desconhecidas e histórias de animais gigantes que se alimentam de seres humanos. Um cenário assustador para a maioria, m

História do Brasil

COMVEST UNICAMP · 2016

“Rios caudalosos, florestas impenetráveis, tribos indígenas desconhecidas e histórias de animais gigantes que se alimentam de seres humanos. Um cenário assustador para a maioria, mas perfeito para aventureiros em busca de fama e riqueza no final do século XIX e início do XX. Foi nessa época que a Amazônia recebeu milhares de trabalhadores para a indústria de extração da borracha e para a construção de uma ferrovia de quase 400 quilômetros, que escoaria essa produção cortando os rios Madeira e Mamoré, a oeste do atual estado de Rondônia.” (Cristina Romanelli, “A ferro e sangue”. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/a-ferro-e-sangue. Acessado em 05/08/2016.)

 

A construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

  1. era um símbolo de progresso que contrastava com um surto de febre amarela, pois a floresta, com suas características físicas, era um habitat propício para o mosquito do gênero Aedes.
  2. era um evidente desperdício de recursos, pois as condições sanitárias da região eram precárias, e contribuiu para um grande surto de cólera, comprometendo o plano de ocupar a fronteira territorial com a Bolívia.
  3. era uma propaganda da pujança brasileira em contraponto aos vizinhos bolivianos e um surto de dengue ocorreu pela presença de imigrantes que não tinham imunidade contra o mosquito do gênero Aedes.
  4. foi bem sucedida, apesar de um surto de malária trazido pelos imigrantes oriundos do Nordeste e que dizimou a população indígena da região.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi vista como um ícone de modernização no início do século XX, símbolo do avanço técnico e da integração econômica da Amazônia. A obra significou ambição e progresso material, mas ocorreu em ambiente tropical hostil.

As características locais — clima quente e úmido, densa vegetação, acúmulos de água temporários e habitações precárias — favoreciam a proliferação de mosquitos. Por isso houve surtos de febre amarela, transmitida por vetores de origem silvestre e urbana, que atacaram populações de trabalhadores sem imunidade.

O contraste entre a imagem de progresso e a realidade sanitária revela o preço humano da obra: doenças, alto número de mortos e sofrimento generalizado, resultantes da circulação de pessoas e das condições ambientais que propiciaram a transmissão vetorial.

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