Questão FC591227
O processo de demarcação de terras indígenas no Estado brasileiro é marcado por lutas, conflitos e mortes. Nos territórios indígenas, a compreensão sobre a utilização dos recursos
História do Brasil
CPV UFRR · 2016
O processo de demarcação de terras indígenas no Estado brasileiro é marcado por lutas, conflitos e mortes. Nos territórios indígenas, a compreensão sobre a utilização dos recursos da terra, para os diversos povos indígenas, inclusive, em Roraima, não é a mesma, que predomina no sistema capitalista atual. Isso se comprova na fala do líder Xucuru, assassinado em 1998, no agreste pernambucano.
"A gente tem a terra como nossa mãe. Então, se ela é nossa mãe, é ela quem nos dá todo fruto de sobrevivência, e deve ser zelada e preservada, a partir das pedras, das águas e das matas”.
Fonte: (CIMI, Revista Coleção Fraternidade viva N.° 08. São Paulo, 2001. Pág. 21. In.: VIEIRA, J. G. Missionários, fazendeiros e índios em Roraima: a disputa pela terra – 1777 a 1980. Boa Vista: Editora UFRR, 2007).
Com base nessas informações, assinale a alternativa INCORRETA, a partir do que se depreende do texto:
- Para os povos indígenas, a terra é seu território, espaço necessário e essencial à vida. Ou seja, isso significa que a terra vai além da própria vida, a memória dos seus antepassados, como também o futuro da sua gente;
- Ao afirmar que a “terra é nossa mãe”, o líder Xucuru entende que a terra é uma fonte de vida e não de capital financeiro;
- Se a terra, para o Líder Xucuru, “é sua mãe”, então, ela deve ser preservada como fonte de vida para as diversas populações indígenas que se utilizarão delas futuramente;
- O líder Xucuru atribui valor de preservação para as pedras, águas, matas, que estão em sua terra, entretanto, o que preocupa e interessa ao indígena, é o valor monetário da terra para sua comunidade;
- O índio Xurucu, ao explicar o significado do uso da terra, este demonstra que a sobrevivência do seu povo, depende, exclusivamente, da mãe terra.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Alternativa D afirma que o que preocupa o líder Xucuru é o valor monetário da terra, mas isso contraria diretamente a fala apresentada.
Ao dizer “a terra é nossa mãe” e que ela “dá todo fruto de sobrevivência” e “deve ser zelada e preservada, a partir das pedras, das águas e das matas”, o líder expressa uma visão de terra como fonte de vida, memória e cuidado, não como mercadoria.
Portanto, classificar o interesse indígena como voltado ao valor econômico é equivocado. A ênfase é em preservação, uso sustentável e vínculo cultural, e não na apropriação ou comercialização da terra.
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