Questão FC591228
Sobre a possível exploração de energia por meio de hidrelétricas no rio Cotingo, podemos afirmar que seu início ocorreu a partir do primeiro inventário elaborado em 1973, a pedido
História do Brasil
CPV UFRR · 2016
Sobre a possível exploração de energia por meio de hidrelétricas no rio Cotingo, podemos afirmar que seu início ocorreu a partir do primeiro inventário elaborado em 1973, a pedido da Eletronorte, a qual, contratou duas empresas para fazerem o detalhado inventário sobre rio.
Portanto, a partir destes dados, sobre o interesse do governo brasileiro na exploração de energia por meio de uma hidrelétrica no rio Cotingo, localizado na terra indígena Raposa Serra do Sol no extremo norte de Roraima, podemos afirmar que:
- A produção de energia, nessa região, beneficiaria as comunidades indígenas que vivem as margens daquele rio;
- O impacto na cultura local e as mudanças que ocorreriam com a implantação da hidrelétrica sobre o rio Cotingo afetariam o modo de vida das populações indígenas;
- Os impactos ambientais sobre as populações indígenas não ocorreriam devido ao planejamento ambiental executado pela empresa no projeto para produção energética;
- O interesse do estado de Roraima, sobre a produção de energia, nessa região, levaria em conta as diversas comunidades indígenas, sendo que, a parte que mais interessaria os indígenas, seria a construção da barragem sobre o rio;
- A proposta do estado de Roraima em implantar naquela região uma hidrelétrica, estava relacionada com a preocupação de resolver o problema energético do estado, e assim, trazer a indústria para esta região beneficiando as diversas etnias indígenas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa destaca corretamente que a implantação de uma hidrelétrica no rio Cotingo produziria impactos culturais capazes de transformar o modo de vida das populações indígenas. Obras desse porte alteram o regime do rio, provocam alagamentos e perda de áreas de uso tradicional, gerando deslocamento e redução do acesso a recursos naturais essenciais.
As mudanças incluem alteração da pesca e dos ciclos agrícolas, submersão de sítios cerimoniais e de memória, e declínio da biodiversidade que sustenta práticas alimentares e rituais. Essas perdas comprometem práticas transmitidas entre gerações e a autonomia econômica das comunidades.
Além disso, o aumento de fluxo de não indígenas, a instalação de infraestrutura e a integração forçada à economia de mercado fragmentam laços sociais e elevam riscos sanitários. Por isso, tais projetos interferem diretamente nos modos de vida e exigem processos de consulta prévia, livre e informada e medidas que respeitem direitos e formas de organização local.
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