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Questão FC654412

Para responder à questão, baseia-se no texto abaixo. Uma palavra, vários sentidos: "segurança" As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tem

Morfologia

FCC · 2025

Para responder à questão, baseia-se no texto abaixo.

 

Uma palavra, vários sentidos: "segurança"

 

As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tempo, modificam-se, ganham novas significações por força de seu emprego em novos contextos. É essa a dinâmica de todas as línguas vivas, sobretudo em seus níveis de fala. Conhecer a história de uma palavra, por meio de sua etimologia e de seu percurso filológico, pode iluminar aspectos da história humana.

 

Tomemos como exemplo a palavra "segurança", um conceito dos mais discutidos em nosso tempo. Essa palavra tem origem no termo latino "securitas", que por sua vez deriva de "securus" (livre de preocupações, seguro), termo composto por "sine" (sem) e "cura" (cuidado, preocupação). Desde sua origem, pois, "segurança" remete à ideia de estar livre de cuidados, perigos ou riscos, ou seja, em um estado de tranquilidade e proteção.

 

Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra. Num nível psicológico, um individuo seguro está habilitado a enfrentar seus desafios munido de convictos valores pessoais. Na ordem social, a segurança se torna um bem público, a ser defendido pelas instituições que delegam a seus agentes o papel de defender os valores civilizatórios. Difícil imaginar alguém que nunca se tenha valido da proteção que nos estendem os responsáveis por nossa segurança. Já no âmbito da natureza, catástrofes podem ser, quando não evitadas, minimizadas por medidas preventivas de segurança.

 

Em nossos dias, o progresso avassalador da cibernética está pondo à prova as situações em que todos nós, ativa ou passivamente, integramos os processos midiáticos de comunicação, expandindo valores e interesses que entram na conformação da vida e do comportamento sociais. Quais os limites dessa propagação? Que segurança podemos ter contra os abusos extremos? - perguntam-se alguns. Ao mesmo tempo, há aqueles que reagem contra qualquer tipo de controle dos procedimentos da mídia.

 

Não há dúvida de que nossas fragilidades naturais, nossos interesses nem sempre comunitários, nossos instintos primitivos pedem, aqui e ali, algum controle, em favor da segurança de todos. Caracterizar os valores que devem ser objetos prioritários da formação individual, da segurança social e do equilíbrio planetário vem-se constituindo um desafio do nosso tempo.

 

(Abelardo Villa Siqueira, a editar)

 

Há uma adequada correlação entre os tempos e modos verbais empregados na frase:

  1. Uma vez que não estejamos providenciando um maior controle dos abusos contra a natureza, seriamos surpreendidos por flagelos e hecatombes.
  2. Se uma palavra ganhar diferentes sentidos ao longo de sua história, isso ocorreria por conta dos contextos em que ela atuara.
  3. Afirma-se que a origem da palavra segurança seja "securus", que por sua vez derivasse de "sine" e "cura", expressão a se constituir no latim.
  4. Caso estivesse munido de sólidas convicções pessoais, aquele rapaz não terá por que se lamentar de suas fraquezas momentâneas.
  5. As conquistas da escalada cibernética podem vir a se tornar alarmantes para quem ainda aposte na potencia maior de sua consciência.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A frase está correta porque há harmonia entre o tempo e o modo dos verbos. O verbo principal podem (presente do indicativo) indica uma possibilidade atual ou futura realista. A locução vir a se tornar funciona como perífrase que expressa a efetivação possível dessa situação.

Na oração subordinada, aposte aparece no presente do subjuntivo porque se refere a pessoas indeterminadas ou a uma atitude hipotética perante essa possibilidade. O subjuntivo é exigido quando há incerteza, generalização ou subjetividade relativa ao sujeito referido por quem.

Assim, o indicativo na oração principal e o subjuntivo na subordinada mantêm coerência temporal e modal, transmitindo corretamente a ideia de risco possível para aqueles que acreditam firmemente na superioridade de sua consciência.

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