Questão FC654463
Atenção: Para responder a questão a seguir, leia o poema Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto. Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De u
Morfologia
FCC · 2025
Atenção: Para responder a questão a seguir, leia o poema Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.
Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os fios de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(MELO NETO, João Cabral de. A Educação pela Pedra)
para que a manhã, desde uma teia tênue, I se vá tecendo, entre todos os galos.
O elemento sublinhado expressa, no contexto do poema, ideia de
- condição.
- finalidade.
- comparação.
- causa.
- oposição.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Finalidade é o valor expresso pela locução para que no verso. Aqui, para que funciona como conjunção que introduz uma oração subordinada adverbial com sentido de propósito: indica o objetivo para o qual algo acontece.
Gramaticamente, a oração "para que a manhã ... se vá tecendo, entre todos os galos" explica a intenção ou o fim desejado do processo descrito na oração principal. O verbo no presente progressivo "se vá tecendo" reforça a ideia de desenvolvimento com esse objetivo.
No plano semântico, o uso de para que sublinha que a manhã só se constrói com a cooperação dos galos, apontando uma finalidade coletiva: a manhã existe com a intenção de ser tecida entre todos.
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