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Questão FC654484

[Entre pais e filhos] A relação que intercorre entre nós e nossos filhos deve ser uma troca viva de pensamentos e sentimentos, mas também deve compreender largas zonas de silêncio;

Morfologia

FCC · 2022

[Entre pais e filhos]

 

A relação que intercorre entre nós e nossos filhos deve ser uma troca viva de pensamentos e sentimentos, mas também deve compreender largas zonas de silêncio; deve ser uma relação íntima sem no entanto misturar-se violentamente com a intimidade deles; deve ser um justo equilíbrio entre silêncio e palavras. Devemos ser importantes para os nossos filhos, e, contudo, não demasiado importantes; devemos fazer com que gostem de nós, mas não demais: para que não queiram se tornar idênticos a nós, imitar-nos no ofício que exercemos. Com eles devemos manter uma relação de amizade; contudo não devemos ser excessivamente amigos, para que eles não tenham dificuldades em fazer verdadeiros amigos, aos quais possam dizer coisas que silenciam conosco.

(Adaptado de: GINSBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p. 137)

 

Nesse texto o emprego sistemático de conectivos como mas, no entanto e contudo

  1. justifica-se pelo propósito de advertir os pais quanto a providências cautelares na administração dos afetos por seus filhos.
  2. equipara as qualidades dos filhos às qualidades dos pais, estabelecendo entre elas uma relação de mútua dependência.
  3. estabelece de modo insistente uma relação de causa e efeito entre o que desejam certos pais e o que fazem seus filhos.
  4. explica-se pela necessidade de levar os pais a enfatizarem junto a seus filhos toda a preocupação que têm com seus êxitos futuros.
  5. indica aos pais exageradamente temerosos quanto ao destino de seus filhos meios para acentuarem seu amor incondicional por eles.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Os conectivos mas, contudo e no entanto marcam no texto relações de oposição, funcionando como conjunções adversativas. Essa repetição cria pares contrastantes que orientam a postura dos pais.

Exemplos: troca viva de pensamentos X largas zonas de silêncio; ser importantes X não demasiado importantes; amizade X não ser excessivamente amigos. Cada oposição apresenta uma expectativa e, em seguida, uma limitação a ser observada.

Esse padrão tem finalidade normativa: ao contrapor alternativas, o autor advertir os pais para atitudes de prudência na gestão dos afetos dos filhos, sugerindo um equilíbrio e medidas cautelares no convívio e na educação emocional.

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