Questão FC654774
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir. Sobre as vaidades A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosa
Concordância (Verbal e Nominal)
FCC · 2026
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.
Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um indivíduo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: “Você não me conhece...” Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma “sou vaidoso pelo que sou” e há a vaidade de quem pode afirmar “estou vaidoso pelo que faço”. Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do “simplesmente ser” para o “aplicar-se num fazer”. É a distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
- De todas as vaidades que haveriam entre nós, a pior é a que se afirma sem razão de ser.
- Não cabem à pessoas vaidosas buscarem se afirmar apenas pelo que se julgam ser.
- Distinga-se, para a caracterização da vaidade, as razões que estariam na base desse sentimento.
- A vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige.
- Entre os clássicos tipos de vaidade seriam preciso distinguir os mais comprometedores.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A frase está correta porque o sujeito é singular: "A vaidade". Por isso o verbo do trecho relativo concorda em singular: "a todos nos assalta" — o verbo assalta refere-se a "A vaidade".
No predicado "é dos sentimentos o que mais nos aflige" mantém‑se a concordância singular. O verbo é concorda com o mesmo sujeito singular. A expressão "dos sentimentos" funciona como complemento classificatório, não como sujeito.
O verbo aflige aparece no singular porque seu sujeito é o pronome substantivo "o que" (retoma “a vaidade” em função de núcleo do predicativo). O clítico "nos" é complemento e não altera a concordância verbal.
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