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Questão FC654806

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. Romantismo e consumismo O romantismo nos diz que para aproveitar ao máximo nosso potencial humano devemos ter tantas e

Concordância (Verbal e Nominal)

FCC · 2022

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

Romantismo e consumismo

 

O romantismo nos diz que para aproveitar ao máximo nosso potencial humano devemos ter tantas experiências diferentes quanto possível. Devemos nos abrir a um amplo leque de emoções; experimentar vários tipos de relacionamento; provar culinárias diferentes; aprender a apreciar diferentes estilos de música. Uma das melhores maneiras de fazer tudo isso é escapar da nossa rotina diária, deixar para trás nosso cenário familiar e viajar para terras distantes, onde podemos “vivenciar” a cultura, os aromas, os sabores e as normas de outros povos. Ouvimos repetidas vezes os mitos românticos sobre “como uma nova experiência abriu meus olhos e mudou minha vida”.

 

O consumismo nos diz que para sermos felizes precisamos consumir tantos produtos e serviços quanto possível. Se sentimos que algo está faltando ou fora de lugar, provavelmente precisamos comprar um produto (um carro, roupas novas, comida orgânica) ou um serviço (limpeza doméstica, terapia de casais, aulas de yoga). Todo comercial de televisão é mais uma pequena lenda sobre a certeza de que consumir algum produto ou serviço tornará a vida melhor.

 

O romantismo, que encoraja a variedade, casa perfeitamente com o consumismo. Esse casamento deu à luz o infinito “mercado de experiências” sobre o qual se ergueu a indústria de turismo moderna. A indústria de turismo não vende passagens aéreas e quartos de hotel; vende experiências. Paris não é uma cidade, nem a Índia é um país – são ambos experiências cuja realização supostamente expande nossos horizontes, satisfaz nosso potencial humano e nos torna mais felizes.

 

(Adaptado de HARARI, Yuval Noah. Sapiens –

Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 123-124)

 

As normas de concordância verbal encontram-se respeitadas na frase:

  1. Não costuma haver restrições ao turismo quando é dele que dependem os negócios.
  2. Pouco interessam aos fanáticos valer-se de alguma moderação em seus atos.
  3. Não faltam aos produtos do mercado a promessa da felicidade a quem os consumir.
  4. Os turistas são as principais vítimas de quem só costumam visar aos lucros fáceis.
  5. Sempre faltarão aos consumidores mais compulsivos a análise de suas escolhas.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A frase está correta porque o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal e permanece no singular. Nessa locução verbal, o auxiliar "costumar" concorda com o verbo impessoal, justificando costuma no singular.

No trecho subordinado, o verbo dependem concorda com o núcleo do sujeito, os negócios (plural). Para identificar, pergunte-se: o que dependem? — os negócios.

A construção "é dele que" é expletiva, usada para ênfase; retirada, mantém-se a correção: "Não costuma haver restrições ao turismo quando dele dependem os negócios." Assim, a concordância verbal está respeitada em ambos os segmentos.

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