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Questão FC654879

Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte. O individualismo e as instituições Quando as instituições são frágeis e não funcionam, podem prevalecer as amarras da prepotê

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

FCC · 2025

Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.

 

O individualismo e as instituições

 

Quando as instituições são frágeis e não funcionam, podem prevalecer as amarras da prepotência e do oportunismo violento. Na falta de normas legais que funcionem, na falta de uma representação atuante e legítima do Estado na vida social, a condição da "terra sem lei" tende à barbárie.

 

Exemplo disso forneceu o cinema norte-americano quando, em meados do século passado, inundou o mundo e a imaginação popular com filmes do gênero "western", supostos documentários da conquista do oeste. Uma situação padrão era representada nesses filmes: na pequena e remota cidade recém-formada, o poder local era manipulado por malfeitores poderosos, que submetiam aos seus interesses o xerife e a o juiz. A "lei" servia assim de fachada para o império da autocracia e do crime, e a impunidade ameaçava ser eterna.

 

Mas eis que chegava o "mocinho": um homem vindo não se sabe de onde, solitário, lacônico, hábil no manejo das armas, intrépido, capaz de enfrentar e derrotar sozinho os poderosos locais -o que fazia com bravura e frieza, até deixar a cidade pacificada e sumir para sempre no horizonte, sob o olhar dos cidadãos agradecidos.

 

A "mensagem" desses filmes? Haveria, dentro de indivíduos especiais, um impulso natural para a justiça e a virtude, capaz de mudar a ordem das coisas. As virtudes inatas dessa liderança singular refundariam as instituições suprimidas. A figura de um herói solitário estaria na base da legitimação da ordem pública, quando esta fosse comprometida. Não deixa de ser uma forma de atribuir a uma liderança pessoal a missão de promover as instituições que tenham por escopo o bem público. Dito de outro modo: a moralidade desejável das instituições sociais já estaria presente, em gérmen, no indivíduo essencialmente virtuoso, capaz de reconduzir uma comunidade a um patamar da civilização.

 

(Bruno Rosa de Alcântara, a editar)

 

A lei servia assim de fachada, e a impunidade ameaçava ser eterna.

 

Reescrevendo-se com coerência o período acima, de modo a iniciá-lo por A impunidade ameaçava ser eterna, o enunciado complementar deverá ser

  1. de modo a servir a lei como fachada.
  2. conquanto a lei servisse como fachada.
  3. para a lei vir a servir de fachada.
  4. ainda que a lei servisse de fachada.
  5. enquanto a lei servia de fachada.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Enquanto indica simultaneidade e, portanto, preserva o sentido original: as duas situações ocorriam ao mesmo tempo. Ao iniciar por A impunidade ameaçava ser eterna, o conectivo adequado precisa ligar essa ideia à de que a lei funcionava apenas como fachada.

Os tempos verbais usados (ameaçava e servia) permanecem coerentes no pretérito imperfeito, reforçando a noção de continuidade. Assim, a oração "A impunidade ameaçava ser eterna, enquanto a lei servia de fachada." mantém sentido, fluidez e correção sintática.

O uso da vírgula antes de enquanto é natural para separar as orações e enfatizar a relação de simultaneidade entre os fatos.

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