Questão FC655056
Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto seguinte. Arquitetura indígena É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Bel
Interpretação de Textos (Compreensão)
FCC · 2026
Para responder à questão abaixo, baseie-se no texto seguinte.
Arquitetura indígena
É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.
Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.
A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existência.
Esse projeto surge em um momento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de “recursos naturais” mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, o respeito aos ciclos naturais etc.
A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.
Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indígena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.
(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025)
A ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento (2º parágrafo) deve ser repelida, opondo-se a ela o que se indica no segmento
- Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.(2º parágrafo)
- O modelo ocidental de crescimento urbano.(4º parágrafo)
- As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento.(2º parágrafo)
- concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder.(2º parágrafo)
- Mostram um modo de vida em conexão com a natureza.(3º parágrafo)
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A expressão Mostram um modo de vida em conexão com a natureza contrapõe diretamente a ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Ao valorizar as arquiteturas indígenas, o texto indica que ali existe saber técnico e filosófico: práticas construtivas, uso consciente de materiais e respeito aos ciclos naturais.
Esses elementos constituem conhecimento ancestral e funcional, capaz de propor soluções para a crise ecológica e para o planejamento urbano. A noção de cidades-floresta traduz um projeto de habitar que integra ecologia e tecnologia social.
Portanto, a alternativa destaca que os modos de vida indígenas não são apenas tradições passivas, mas fontes de saberes sustentáveis relevantes para repensar arquitetura e urbanismo.
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