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Questão FC655073

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir. Sobre as vaidades A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosa

Interpretação de Textos (Compreensão)

FCC · 2026

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.

 

Sobre as vaidades

 

A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.

 

Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um indivíduo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: “Você não me conhece...” Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus.

 

Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.

 

Em suma: há a vaidade de quem afirma “sou vaidoso pelo que sou” e há a vaidade de quem pode afirmar “estou vaidoso pelo que faço”. Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do “simplesmente ser” para o “aplicar-se num fazer”. É a distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.

 

(Leodegário Corsi, a editar)

 

No parágrafo, analisa-se a forma de vaidade cuja manifestação

  1. se torna odiosa quando alguém não reconhece nos outros o direito ao mesmo amor-próprio.
  2. dispensa a pessoa vaidosa de justificar sua superioridade em relação às outras pessoas.
  3. deriva da hierarquia social, em razão da qual se promove um justo motivo de vaidade.
  4. parte tão somente da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa.
  5. aparece quando uma pessoa passa a se orgulhar de seus empreendimentos.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D está correta porque identifica que a vaidade analisada no segundo parágrafo nasce da sensação íntima de superioridade do indivíduo. O texto diz que é aquela vaidade que “um indivíduo alimenta por se sentir melhor do que os outros” e que se justifica “pelo simples fato de ser quem é”.

Esses trechos mostram que a manifestação da vaidade não se apoia em feitos ou méritos externos, mas numa convicção interna de eminência. O autor chama essa forma de vaidade de odiosa, justamente porque ela se impõe sem razão objetiva.


Portanto, a descrição do parágrafo corresponde exatamente a uma vaidade que parte da percepção íntima de superioridade do sujeito.

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