Questão FC655433
Para responder a questão, baseie-se na crônica de Ana Paula Tavares: [Nós, o dicionário e a professora Dina] O dicionário e a professora Dina entraram nas nossas vidas ao mesmo tem
Interpretação de Textos (Compreensão)
FCC · 2021
Para responder a questão, baseie-se na crônica de Ana Paula Tavares:
[Nós, o dicionário e a professora Dina]
O dicionário e a professora Dina entraram nas nossas vidas ao mesmo tempo. Também as palavras tática, guerra, resistência. A professora Dina pretendia domesticar o nosso português corta-mato, infalível nas batalhas de rua, eficaz no nosso ódio à ordem, disciplina. Era um português praticado na rua pedindo de empréstimo às outras línguas palavras, construções, tudo o que pudesse facilitar a frase curta, intensa, eficaz.
[...]
A professora resolveu tomar medidas e apresentou-nos o Dicionário. A partir daquele dia tal livrinho devia permanecer aberto para sempre nas nossas vidas. A professora Dina acreditava, tal como Yeats, que “se olhássemos tempo suficiente para o escuro, acabaríamos por ver aí alguma coisa”.
Descobrimos juntos a história dos dicionários e da língua. Fomos à procura da palavra através da “compilação completa ou parcial das unidades léxicas de uma língua (palavras, locuções, afixos) ou de certas categorias dessa língua, organizadas numa certa ordem convencionada, geralmente alfabética, e que fornece, além das definições, informações sobre sinônimos, antônimos, ortografia, pronúncia, classe gramatical e etimologia”.
Descobrimos os mais variados dicionários, desde os especializados na linguagem de uma época, ou de um escritor determinado, aos das diferentes áreas do saber. A história da língua tornou-se-nos familiar através da origem das palavras e da sua evolução no tempo.
(Adaptado de : TAVARES, Ana Paula. Um rio preso nas mãos)
Depreende-se da citação do poeta Yeats que a professora Dina valorizava a
- subversão.
- perseverança.
- imaginação.
- indisciplina.
- autonomia.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A citação de Yeats “se olhássemos tempo suficiente para o escuro, acabaríamos por ver aí alguma coisa” revela confiança no efeito do tempo e da espera ativa: olhar por bastante tempo implica insistir até que surja entendimento ou resultado.
No contexto da crônica, a professora Dina introduz o Dicionário e exige que ele permaneça sempre aberto, atitude que simboliza prática contínua e estudo persistente.
Domesticar o português coloquial e conhecer a história das palavras não se faz de imediato; exige repetição, paciência e trabalho prolongado. Essa postura pedagógica e a metáfora de Yeats evidenciam que Dina valorizava a perseverança como caminho para alcançar clareza e progresso.
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