Questão FC655516
A força do limite e o limite da força Muitas vezes somos contraditórios. Nem sempre sabemos o que queremos, mudando de direção conforme mudam os ventos. Pense-se, por exemplo, nos
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FCC · 2025
A força do limite e o limite da força
Muitas vezes somos contraditórios. Nem sempre sabemos o que queremos, mudando de direção conforme mudam os ventos. Pense-se, por exemplo, nos usos que fazemos da palavra limite: ela tanto serve a uma acusação como a um abono. Se você disser a uma pessoa que ela é muito limitada, ganhará um desafeto, sobretudo se for verdade. Mas dizer que alguém tem consciência de seus limites soará como um elogio. Agir na medida dos próprios limites é um traço de maturidade e sabedoria. Não queremos ser limitados. mas concordamos que é importante considerar o limite como um valor social.
Para um artista, por exemplo, torna-se imprescindível a busca e a conquista de um limite para sua arte. Sem limite, não pode haver forma estabelecida; sem uma forma estabelecida, não há arte. O escultor dará limites a uma pedra de mármore, o músico às notas de uma canção, o escritor, as palavras. A grande arte é a que sabe se expandir a partir do controle expressivo de seus limites.
Há um exemplo célebre para essa última afirmação. O grande poeta Manuel Bandeira dizia-se um "poeta menor", devido à atenção que ele dava às coisas simples e poéticas do nosso cotidiano. Atento aos nossos mais sensíveis limites humanos, encontrou e nos revelou a poesia grande das pequenas coisas e das criaturas humildes.
Na vida social, na ordem pública, a noção de limite é um dos fundamentos da própria sociabilidade. Os instrumentos da necessária manutenção dos limites civilizatórios são os preceitos jurídicos. Cabe aos agentes da ordem e da segurança social resguardá-los, assegurando seu cumprimento por todos. Contam, para isso, até mesmo com a possibilidade de recorrer à força, cujo emprego disciplinado não deixa de estar sujeito a precisos limites. É o reconhecimento do limite da força que legitima o combate a quem despreza quaisquer limites. Não será um mero jogo de palavras, certamente, afirmar que o limite da força é, em última análise, a força mesma do limite, sem o qual não sobreviveria nenhuma instituição humana criada para dar seguimento ao curso do processo civilizatório
(Aristofanes Medeiros, a editar)
A grande arte é a que sabe se expandir a partir do controle expressivo de seus limites.
A frase acima ganhará nova redação, mantido seu sentido, caso assim se desenvolva:
O controle expressivo de seus limites
- pode se fazer como arte de sábia expansão.
- sabe se expandir a partir da grande arte.
- expande-se segundo sabe fazer a grande arte.
- promove a consciente expansão da grande arte.
- subordina-se à arte que se sabe mais expansiva
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Gabarito
D
Comentário do professor
Na frase original o elemento final funciona como meio: o controle expressivo dos limites é o caminho que permite a expansão da arte.
Ao começar por O controle expressivo de seus limites, esse trecho vira sujeito; é preciso um verbo que indique causa ou produção da expansão.
Escolher promove traduz exatamente essa relação causal: o controle faz a expansão ocorrer, equivalendo a “a partir de”.
O adjetivo consciente preserva a ideia de domínio e intenção implícita em “controle expressivo”, acrescentando clareza sem alterar o sentido.
Assim, a construção mantém a hierarquia original: controle (sujeito) → promove (ação) → expansão da grande arte (efeito).
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