Questão FC655520
Para responder à questão, baseia-se no texto seguinte. [A força necessária dos princípios] Não vamos subestimar a força daquilo a que nos opomos. O mundo é, para todos nós, aquilo
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FCC · 2025
Para responder à questão, baseia-se no texto seguinte.
[A força necessária dos princípios]
Não vamos subestimar a força daquilo a que nos opomos. O mundo é, para todos nós, aquilo sobre o qual não temos quase nenhum controle. O senso comum e o sentido de autoproteção nos dizem para nos acomodarmos àquilo que não podemos mudar.
Não é difícil ver como alguns de nós poderíamos ser convencidos da justiça, da necessidade das violências. Pense-se numa guerra que é formulada como série de ações militares pequenas, que irão de fato contribuir para a paz ou reforçar a segurança. Todas as violências na guerra foram justificadas como uma retaliação necessária: estamos nos defendendo, eles é que querem nos matar.
Diante das violências em curso, alguém dotado de um principio moral parece alguém que corre ao lado de um trem e grita: "Pare! Pare!" O trem pode ser detido? Será que outras pessoas dentro do trem vão se sentir dispostas a saltar e unir-se aos que estão fora? Talvez alguns o façam, mas não a maioria.
Agir por principio é um gesto político, no sentido de que não estamos fazendo isso por nós mesmos. Não fazemos isso só para agir corretamente ou para aplacar a nossa consciência; muito menos porque estamos certos de que a nossa ação vai de fato alcançar o seu objetivo. Resistimos como um ato de solidariedade com todas as pessoas e comunidades que agem igualmente por algum principio moral.
As ações comandadas por um bom principio nos dizem que não temos de pensar se agir por principio é adequado, ou se podemos contar com o êxito final das ações que levamos a efeito. Agir por principio é bom em si mesmo. Os princípios nos convidam a fazer algo a respeito do pântano de contradições em que agimos moralmente. Os princípios nos convidam a ter mais rigor em nossas ações, ser intolerantes com a frouxidão moral, a contemporização, a covardia e com a fuga diante do que é perturbador. No curso da História encontram-se os grandes modelos de resistência, os feitos daqueles que, por principio, agiram dizendo não à negação dos princípios justos. Inspiremo-nos nesses modelos.
(Adaptado de: SONTAG, Susan. Ao mesmo tempo. Trad. Rubens
Figueiredo. São Paulo, Companhia das Letras, p.192-193, passim)
Os princípios nos convidam a fazer algo a respeito do pântano de contradições em que agimos moralmente.
O período acima permanecerá coerente e correto caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
- convencem-nos em que se faça em - cujo
- nos incitam de que façamos - aonde
- nos dissuadem a que se faça - por meio do qual
- investem-nos de ser feito - de quando
- nos convocam para que seja feito - no qual
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Correta: nos convocam para que seja feito - no qual.
O verbo convocar rege a preposição para quando introduz propósito, sendo adequada a sequência nos convocam para que seja feito algo. O uso do subjuntivo seja feito está correto porque expressa finalidade/expectativa em oração subordinada reduzida ou completiva, com verbo impessoal na 3.ª pessoa singular concordando com algo.
O pronome relativo no qual resulta da contração de em + o qual, concordando em gênero e número com pântano (masculino singular). Sintaticamente, retoma o antecedente e exerce a função de adjunto adverbial de lugar, equivalendo a em que ou onde.
Portanto, a substituição preserva correção gramatical, concordância e sentido da oração original.
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