Questão FC655531
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. A profecia de Frankenstein Em 1818, Mary Shelley publicou Frankenstein, a história de um cientista que tenta criar um
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
FCC · 2022
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
A profecia de Frankenstein
Em 1818, Mary Shelley publicou Frankenstein, a história de um cientista que tenta criar um ser superior e, em vez disso, cria um monstro. Nos últimos dois séculos, essa história foi contada repetidas vezes em inúmeras variações, tornando-se o tema central de nossa nova mitologia científica. À primeira vista, a história de Frankenstein parece nos advertir de que, se tentarmos brincar de Deus e criar vida, seremos punidos severamente. Mas a história tem um significado mais profundo.
O mito de Frankenstein confronta o Homo sapiens com o fato de que os últimos dias deste estão se aproximando depressa. A não ser que alguma catástrofe nuclear ou ecológica intervenha, diz a história, o ritmo do desenvolvimento tecnológico logo levará à substituição do Homo sapiens por seres completamente diferentes que têm não só uma psique diferente como também mundos cognitivos e emocionais muito diferentes. Isso é algo que a maioria dos sapiens considera extremamente desconcertante. Gostaríamos de acreditar que, no futuro, pessoas exatamente como nós viajarão de planeta em planeta em espaçonaves velozes. Não gostamos de considerar a possibilidade de que, no futuro, seres com emoções e identidades como as nossas já não existam e que nosso lugar seja tomado por formas de vida estranhas cujas capacidades ofuscam as nossas.
De algum modo, encontramos conforto na fantasia de que o Dr. Frankenstein pode criar apenas monstros terríveis, a quem deveríamos destruir a fim de salvar o mundo. Gostamos de contar a história dessa maneira porque implica que somos os melhores de todos os seres, que nunca houve e nunca haverá algo melhor do que nós. Qualquer tentativa de nos melhorar inevitavelmente fracassará, porque, mesmo que nosso corpo possa ser aprimorado, não se pode tocar o espírito humano.
Teríamos dificuldade de engolir o fato de que os cientistas poderiam criar não só corpos, como também espíritos e de que os doutores Frankenstein do futuro poderiam, portanto, criar algo verdadeiramente superior a nós, algo que olhará para nós de modo tão condescendente quanto olhamos para os neandertais.
(HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade. Porto Alegre, RS: L&PM, 2018, p. 423-424)
Considere as seguintes orações.
I. Mary Shelley consagrou-se com o romance Frankenstein.
II. Com Frankenstein, a autora abriu um caminho na mitologia científica.
III. Houve inúmeras versões criativas dessa história de Mary Shelley.
Essas três orações integram-se com correção, coesão e coerência, mediante adaptações necessárias, neste período único:
- Com o romance de mitologia científica Frankenstein, Mary Shelley abriu caminho para a consagração de várias criativas versões do mesmo.
- A mitologia científica teve um caminho aberto por Mary Shelley, cujo consagrador romance Frankenstein suscitou inúmeras versões criativas.
- A consagração de Frankenstein, romance de Mary Shelley, deveu-se à mitologia científica aberta por inúmeras e criativas versões dessa história.
- As inúmeras versões criativas do romance Frankenstein, de Mary Shelley, sucederam-se mediante sua consagradora mitologia científica.
- Através do consagrado romance Frankenstein, a ocorrência de suas inúmeras versões criativas abriu um caminho para a mitologia científica de Mary Shelley.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A oração reúne corretamente as ideias das sentenças originais ao distribuir informação em três núcleos: a abertura de caminho, a consagração da autora e as versões suscitadas. A construção mantém clareza e relação semântica entre esses elementos.
Em teve um caminho aberto por Mary Shelley recupera-se a ideia de que a autora abriu espaço para a mitologia científica (oração II), apresentada aqui em voz passiva para destacar o resultado histórico.
O uso de cujo em cujo consagrador romance Frankenstein estabelece a relação de posse entre Mary Shelley e o romance, indicando que o livro foi consagrador para a autora (oração I). Em seguida, suscitou inúmeras versões criativas expressa a oração III, isto é, originou várias reinterpretações.
Sintaticamente, a frase é coesa: cujo concorda com o substantivo que o sucede e o verbo suscitar resume a ideia de provocar o surgimento dessas versões, resultando num período único claro e coerente.
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