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Questão FC655563

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. Musa natalina O ano, propriamente, se compõe de onze meses. Dezembro não conta: é só para desejar que os restantes sej

Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.

FCC · 2022

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

 

Musa natalina

 

O ano, propriamente, se compõe de onze meses. Dezembro não conta: é só para desejar que os restantes sejam propícios. Parece que o sistema está longe da perfeição; chegaríamos a ela num calendário que abrangesse onze meses de bons augúrios e um de execução deles. Como está, os trinta e um dias não chegam para imaginarmos tudo de ótimo em benefício de todo mundo. Fica sempre uma fração larga de mundo a que não atingem os nossos desejos fraternos. China, Costa do Ouro, Oceania...

 

Mas não é preciso ir tão longe. Mesmo perto de nós, mesmo dentro de nós, as lembranças costumam esquivar-se à apresentação espontânea, e até à convocação formal. Julgamos ter no coração um canteiro de afetos; contudo, uma grande área nele permanece inculta e cheia de ervas, não direi daninhas, mas ervas. O que admira não é a quantidade de pessoas a quem dedicamos um pensamento amigo, mas a multidão, o número realmente infinito, de outras em cuja existência nem sequer reparamos.

 

Foi para suavizar as lacunas da memória sentimental que se inventaram mensagens de boas-festas. Contudo, seria desejável que as saudações de Natal oferecessem maior variedade, ou pelo menos exprimissem anseios mais concretos, definindo a situação particular de cada classe ou componente dela, e não apenas um vago ideal de felicidade. Penso que cada homem tem direito de pedir bem determinada coisa a seu semelhante.

 

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 86-87)

 

A frase Há uma grande quantidade de pessoas em cuja existência sequer reparamos continuará gramaticalmente correta caso se substitua o elemento sublinhado por:

  1. de cujo valor jamais damos crédito.
  2. à quem não dedicamos atenção.
  3. por cuja importância não nos damos conta.
  4. onde não discriminamos virtudes próprias.
  5. para cujos méritos não atentamos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A expressão para cujos méritos não atentamos é gramaticalmente correta porque combina corretamente regência, preposição e o pronome cujo.

O pronome cujo indica relação de posse entre o antecedente e o termo subsequente; aqui retoma pessoas e antepõe-se ao possuído méritos, exigindo a forma plural cujos.

O verbo atentar, no sentido de reparar ou considerar, rege as preposições a ou para. A construção escolhida emprega para antes do pronome relativo, respeitando a regência: equivale a não atentamos para os méritos de tais pessoas.

Assim, a locução mantém concordância e preposição exigida, tornando a substituição correta e preservando o sentido da frase original.

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