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Questão FC688822

Na terra seca Quando a safra não é boa Sabiá não entoa Não dá milho e feijão Na Paraíba, Ceará, nas Alagoas Retirantes que passam Vão cantando seu rojão Meu São Pedro me ajude Mand

Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados

CONSULTEC · 2006

Na terra seca Quando a safra não é boa Sabiá não entoa Não dá milho e feijão Na Paraíba, Ceará, nas Alagoas Retirantes que passam Vão cantando seu rojão Meu São Pedro me ajude Mande chuva, chuva boa Chuvisqueiro, chuvisquinho Nem que seja uma garoa

Uma vez choveu na terra seca Sabiá então cantou Houve lá tanta fartura Que o retirante voltou Oi, graças a Deus Choveu, garoou (GONZAGA; CLODOVIL. In: VESENTINI; VLACH, p. 174).

 

GONZAGA, Luiz; CLODOVIL, Hervé. In: VESENTINI, J. William; VLACH, Vânia. Geografia crítica: o espaço social e o espaço brasileiro. v. 2. São Paulo: Ática, 2004.

 

Considerando-se as informações da música e os conhecimentos sobre a economia do Rio Grande do Norte, pode-se concluir:

  1. A principal causa da pobreza da Zona Oriental potiguar é o fenômeno natural destacado nos versos.
  2. Os solos pobres e o relevo acidentado são os fatores que impedem o desenvolvimento dessa sub-região.
  3. O movimento da população retratado na música está relacionado a fatores políticos, econômicos e sociais.
  4. O sistema agrícola mais utilizado na sub-região destacada é o da plantation, cuja produção é voltada para subsistência.
  5. A situação retratada na música só ocorreu a partir da década de 50, do século passado, devido à estagnação da economia nordestina.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A canção retrata o retirante nordestino que deixa sua terra por causa da seca. Esse deslocamento não é causado apenas pelo fenômeno climático, mas pela interação entre fatores econômicos, sociais e políticos.

No campo econômico ocorre a perda de safra, queda de renda e impossibilidade de sustento em imóveis de pequena escala, dependentes da chuva, caracterizando a agricultura de subsistência vulnerável.

No plano social e político somam‑se a carência de serviços públicos, infraestrutura de convivência com o semiárido, concentração fundiária e ausência de políticas eficazes de acesso a crédito, água e mercados. Essas condições aumentam a pressão migratória e explicam o êxodo descrito na música.

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