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Questão FC83526

Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas

Sintaxe

CEBRASPE (CESPE) · 2024

Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos.

Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo.

De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis.
 

Lucia Santaella. A pós-verdade é verdadeira ou falsa. Barueri: Estação de Letras e Cores, 2018 (com adaptações).


Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.

No terceiro parágrafo, as formas verbais “Basta” (segundo período) e “Sabe-se” (terceiro período) atuam como elementos articuladores da coerência textual, na medida em que são formas impessoais empregadas com a finalidade de ocultar o sujeito gramatical das orações por elas introduzidas.
  1. Errado
  2. Certo
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação foi julgada ERRADO porque as formas "Basta" e "Sabe-se" não funcionam aqui como verbos verdadeiramente impessoais que ocultam o sujeito; elas têm sujeito oracional explícito.

No primeiro caso, "Basta pensar na longa história dos tabloides...", o sujeito é uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, isto é, a ação de "pensar..." exerce a função de sujeito do verbo "basta".

No segundo caso, "Sabe-se também como as estratégias... sempre funcionaram", a oração "como as estratégias..." é uma subordinada substantiva subjetiva justaposta, introduzida por "como", e funciona como sujeito explícito de "sabe-se".

Portanto, não há ocultação do sujeito; por isso o julgamento ERRADO é adequado.

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