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Questão FC83891

Texto 8A1-I O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão.

Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica

CEBRASPE (CESPE) · 2023

Texto 8A1-I
O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão. Para especialistas, isso mostra que a docência se torna opção pela facilidade em ingressar no ensino superior, pelas baixas mensalidades e pela alternativa de cursos a distância — não pela vocação.

Estudos internacionais mostram que um bom professor é um dos fatores que mais influenciam na aprendizagem. Os dados são de pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que traçou o perfil de quem estuda para ser professor na América Latina e no Caribe. Enquanto, no Brasil, 20% dos universitários estão em cursos como licenciatura e pedagogia, na América Latina são 10% e, em países desenvolvidos, 8%.

Em compensação, só 5% dos jovens brasileiros dizem querer ser professores quando estão no ensino médio. E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.

Na Coreia do Sul, por exemplo, 21% se interessam pela profissão e só 7% ingressam, de fato, na universidade, porque há muita concorrência e maior seleção. No Chile e no México, os dois índices são mais próximos: cerca de 7% se interessam pelo magistério e menos de 15% cursam pedagogia ou licenciatura.

“Muitos alunos concluintes do ensino médio entram em programas de formação de professores para conseguir um título”, diz o economista chefe da divisão de educação no BID, Gregory Elacqua. Ele afirma que isso não é bom para a educação.

“A gente atrai as pessoas mais vulneráveis e que lá na frente vão enfrentar o desafio de educar crianças vulneráveis também”, diz a diretora de políticas públicas do Instituto Península, que atua na área de formação de professores, Mariana Breim. “Se é este público que está procurando a docência, temos de abraçá-lo e fazê-lo se apaixonar por ela”, completa. Os dados mostram que 71% dos estudantes de pedagogia e licenciatura no Brasil são mulheres, índice semelhante ao verificado em outros países latinos.
 

Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).

Em relação a aspectos fonológicos e gráficos de vocábulos empregados no texto 8A1-I, julgue o próximo item.

Na palavra quantidade, há dez letras e nove fonemas.
  1. Certo
  2. Errado
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Letras: a palavra “quantidade” tem \(10\) letras: q-u-a-n-t-i-d-a-d-e.

Fonemas: embora haja \(10\) grafemas, há apenas \(9\) fonemas, pois a sequência an funciona como um dígrafo vocálico que representa um único som nasal. Assim, na realização sonora contamos: /k/ + semivogal (formada por u após q) + vogal nasal representada por an + os demais fonemas de “t”, “i”, “d”, “a”, “d”, “e”.

Portanto a banca está correta, porque a discrepância entre número de letras e de fonemas decorre da existência de dígrafos e segmentos grafemáticos que correspondem a um único fonema.

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