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Questão FC83935

Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas

Morfologia

CEBRASPE (CESPE) · 2024

Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos.

Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo.

De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis.
 

Lucia Santaella. A pós-verdade é verdadeira ou falsa. Barueri: Estação de Letras e Cores, 2018 (com adaptações).


Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.

No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma verbal “significar” corresponde à terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo, cujo emprego, no caso, se deve ao uso do conectivo “se”.
  1. Certo
  2. Errado
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A resposta é CERTO porque, na frase "Se a expressão significar a criação...", a forma significar funciona como futuro do subjuntivo na 3.ª pessoa do singular. Verbos regulares têm a mesma forma no infinitivo e no futuro do subjuntivo, a distinção depende da estrutura sintática.

O conectivo se introduz uma condição hipotética ou eventualidade futura, contexto típico do futuro do subjuntivo, por isso ali a forma verbal situa a ação como incerta no futuro. Já o infinitivo não aceita a anteposição de conjunções subordinativas como se, aceita apenas preposições, o que impede ler-se ali como infinitivo.

Portanto, o emprego de significar naquele enunciado é corretamente interpretado como futuro do subjuntivo.

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