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Questão FC85064

Texto CB3A1-I Descobertas científicas demonstram que ouvir música pode melhorar a qualidade de vida das pessoas, uma vez que contribui para estimular a concentração e a criatividad

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2023

Texto CB3A1-I

Descobertas científicas demonstram que ouvir música pode melhorar a qualidade de vida das pessoas, uma vez que contribui para estimular a concentração e a criatividade, fortalecer o sistema imunológico, tornar menos cansativas as atividades físicas, entre outros benefícios à saúde.

A empresa focus@will desenvolve músicas que estimulam a concentração de quem as escuta. Segundo a empresa, como a maior parte das distrações é causada pela audição, ouvir a trilha sonora certa pode potencializar a capacidade humana de focar em algo. Pesquisas indicam que, em condições normais, uma pessoa consegue se manter concentrada por cerca de 20 minutos. Com a música certa, esse tempo poderia ser até cinco vezes maior, de acordo com a empresa.

Cinco pacientes com danos que afetaram a área do cérebro ligada à memória e cinco pessoas sem o problema foram submetidos a um experimento por uma dupla de médicos da Universidade Macquarie, na Austrália. Nos testes, após ouvirem trechos de músicas antigas, os sujeitos da pesquisa deveriam relatar que memórias aquelas canções lhes traziam. Após o experimento, os cientistas constataram que os trechos musicais fizeram com que a mesma quantidade de integrantes dos dois grupos se lembrasse de fatos da própria vida. O fato observado parece indicar que a música é um estímulo que pode trazer à tona lembranças autobiográficas para todas as pessoas.

Música e poesia estimulam áreas parecidas do lado direito do cérebro. A constatação é de neurologistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Para chegar a essa conclusão, eles realizaram experimentos com voluntários submetidos ao contato com essas formas de arte enquanto suas atividades cerebrais eram monitoradas.

Após analisarem mais de 400 estudos sobre música, cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, concluíram que ela aumenta a produção de imunoglobulina A e glóbulos brancos pelo corpo, responsáveis por atacar bactérias e outros organismos invasores. Além disso, segundo a pesquisa, escutar música reduz os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta os níveis de oxitocina (o hormônio do bem-estar).

Realizar esforços físicos ao mesmo tempo em que se ouve música é menos cansativo. A descoberta é do Instituto Max Planck, na Alemanha. Em uma série de experimentos, pesquisadores monitoraram diversas variáveis do comportamento do corpo de voluntários que praticavam exercícios físicos. Depois, a equipe analisou os dados reunidos e constatou que os músculos dos participantes consumiam menos energia quando estes se exercitavam ouvindo música e mais energia quando praticavam exercícios sem trilha sonora.

Ouvir música pode ser também um bom remédio contra a dor e a ansiedade em idosos. A descoberta é de uma especialista em enfermagem da Universidade de Essex, no Reino Unido. Em análise de artigos sobre o tema, a pesquisadora constatou que o uso da música como terapia entre pessoas com mais de 65 anos de idade está associado a aumento da qualidade de vida e redução de dores, ansiedade e depressão.
 

Internet: <exame.com> (com adaptações).


Em relação ao texto CB3A1-I e às ideias nele expressas, julgue o item que se segue.

Depreende-se do último parágrafo do texto que a música substitui eficazmente analgésicos, ansiolíticos e antidepressivos.
  1. Errado
  2. Certo
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: O item está ERRADO porque o último parágrafo do texto menciona que a música pode ser um "bom remédio" contra a dor e a ansiedade em idosos, sugerindo um efeito positivo sobre a qualidade de vida e a redução desses problemas. No entanto, o texto não afirma em nenhum momento que a música é capaz de substituir eficientemente analgésicos, ansiolíticos e antidepressivos.

Esse tipo de interpretação é considerada excessiva, pois insinua uma equivalência que o texto não sugere. A música pode, sim, ter efeitos terapêuticos, mas isso não implica que deve ser usada como alternativa aos tratamentos médicos convencionais. Por exemplo, muitas terapias complementares são reconhecidas por seus benefícios, mas isso não significa que elas podem substituir os medicamentos tradicionais que têm comprovação e eficácia científica no tratamento de condições de saúde.

Dessa forma, é importante distinguir entre o uso da música como um complemento que pode ajudar, e a idea de que ela substitui tratamentos medicamentosos, que é o que a questão erroneamente propõe.

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