Questão FC86532
Texto CG1A1-I A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em be
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CEBRASPE (CESPE) · 2024
A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem- estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo.
É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício.
Fabio G. Cozman e Hugo Neri. O que, afinal, é inteligência artificial? In: Fabio G. Cozman, Guilherme Ary Plonski e Hugo Neri (orgs). Inteligência artificial: avanços e tendências. São Paulo: Instituto de Estudos Avançados, 2021, p. 22-23 (com adaptações).
No texto, os autores informam que cérebros artificiais que se comportam como agentes inteligentes ainda são mera especulação, mas defendem que, com o avanço da inteligência artificial, esses cérebros serão realidade.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: O item está errado porque, segundo o texto, os autores afirmam que a ideia de cérebros biológicos artificiais é uma mera especulação e que, atualmente, toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais. Não há defesa de que esses cérebros artificiais se tornarão realidade com o avanço da inteligência artificial; ao contrário, a ênfase é na distinção entre os conceitos e na limitação do que se considera inteligência artificial, sem promessas de futuras inovações nesse sentido.
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