Questão FC867879
Um turista argentino de 63 anos foi preso em Tiradentes, Minas Gerais, suspeito de fotografar e filmar um menino negro de sete anos dentro da locomotiva a vapor que liga São João d
Sem classificação
VUNESP · 2026
Um turista argentino de 63 anos foi preso em Tiradentes, Minas Gerais, suspeito de fotografar e filmar um menino negro de sete anos dentro da locomotiva a vapor que liga São João del-Rei à cidade histórica. Segundo o boletim de ocorrência, o homem compartilhou as imagens em um aplicativo de mensagens com comentários racistas, entre eles: “Posso levá-lo como escravo”. Ao ser confrontado pela mãe do menino, o suspeito desbloqueou o aparelho voluntariamente, e ela conseguiu visualizar a conversa em que as imagens do filho haviam sido enviadas com mensagens racistas.
Em outra mensagem localizada no celular, segundo a mãe, o argentino dizia que queria levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem conversava.
https://oglobo.globo.com, 25.05.2026. Adaptado.
O caso apresentado na notícia evidencia que as desigualdades étnico-raciais nas sociedades contemporâneas relacionam-se
- à compreensão de que as desigualdades sociais se baseiam na posição econômica dos indivíduos.
- ao fortalecimento dos mecanismos jurídicos voltados à proteção contra práticas discriminatórias.
- à valorização da diversidade cultural como princípio orientador das relações sociais contemporâneas.
- à atualização dos significados históricos da escravidão em novos contextos sociais.
- à permanência de práticas discriminatórias vinculadas a processos históricos de racialização e exclusão social.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
O episódio evidencia a permanência de práticas discriminatórias porque expõe a continuidade de atitudes que naturalizam a desumanização de pessoas negras, traduzidas em comportamento, fala e objetos (fotografia) que remetem a formas históricas de exploração.
A racialização é o processo social que atribui significados negativos a traços fenotípicos, fruto do passado colonial e escravista, e que transforma corpos em símbolos de inferioridade. Esses significados não desapareceram; reaparecem em comportamentos e discursos de ódio.
Ao associar a imagem do menino à ideia de “escravo” e ao desejar sua apropriação, o autor reproduz mecanismos de exclusão que mantêm desigualdades. Isso revela o caráter contínuo do racismo estrutural e da exclusão social contra grupos racializados.
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