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Questão FC868505

O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atraso na alta após procedimentos abdominais ou outras intervenções cirúrgicas. Sobre essa condição, segundo Morton (2019),

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

O íleo paralítico pós-operatório é a principal causa de atraso na alta após procedimentos abdominais ou outras intervenções cirúrgicas. Sobre essa condição, segundo Morton (2019), analise as assertivas abaixo e marque a alternativa CORRETA.

  1. Em geral, o paciente apresenta dor intensa e vômitos frequentes que contêm secreções gástricas, biliares, além de grande quantidade de material fecaloide.
  2. Pacientes em uso de neostigmina devem ser colocados em monitoramento cardíaco, pelo risco de arritmias e bradicardia.
  3. É recomendado manter o paciente em dieta zero e iniciar nutrição parenteral total até o retorno da atividade ileal.
  4. Após o diagnóstico, a utilização precoce de metoclopramida apresenta benefícios para o peristaltismo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase que aumenta a acetilcolina nas sinapses, estimulando receptores muscarínicos cardíacos (principalmente M2).

Essa ação reduz a frequência sinusal e a condução atrioventricular, podendo provocar bradicardia, bloqueios e outras arritmias, especialmente em idosos ou pacientes com cardiopatia e uso concomitante de betabloqueadores.

Por isso, pacientes que recebem neostigmina para tratamento de íleo paralítico ou reversão de bloqueio neuromuscular devem estar sob monitoramento cardíaco contínuo durante e após a administração.

Deve haver capacidade imediata para manejo: anticolinérgicos (ex.: atropina/glicopirrolato) prontos para uso e suporte avançado de vida se necessário. Esse cuidado reduz riscos e permite intervenção rápida diante de bradicardia ou arritmia.

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