Questão FC868522
As consequências do extravasamento de quimioterápicos administrados por via intravenosa variam conforme a classificação do agente como um irritante ou vesicante. Sobre essa diferen
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
As consequências do extravasamento de quimioterápicos administrados por via intravenosa variam conforme a classificação do agente como um irritante ou vesicante. Sobre essa diferenciação, segundo Brunner (2023) marque a alternativa CORRETA.
- Tanto vesicantes quanto irritantes apresentam potencial semelhante para necrose de tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos, diferindo apenas no tipo de antídoto utilizado para manejo.
- Agentes irritantes são fármacos cujo extravasamento leva à destruição tecidual progressiva e formação de úlceras profundas, enquanto vesicantes causam apenas inflamação local autolimitada.
- Agentes vesicantes, ao extravasarem, podem provocar necrose, ulceração e dano tecidual severo, exigindo intervenção imediata, enquanto os irritantes causam desconforto, dor e inflamação, sem lesão tecidual permanente.
- Vesicantes são menos perigosos que irritantes, pois não possuem interação celular significativa após extravasamento, e o principal cuidado neste caso é aplicar gelo local 4 (quatro) vezes ao dia nas primeiras 24h.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Vesicantes são agentes capazes de causar necrose, ulceração e dano tecidual severo quando ocorrem extravasamento. Esses efeitos podem evoluir para perda de função e requerem intervenção imediata para limitar extensão da lesão.
As medidas iniciais incluem parar a infusão, manter a cânula para tentativa de aspiração do fármaco residual, não pressionar o local, elevar o membro e seguir protocolos específicos (compressas quentes ou frias e uso de antídotos) conforme o agente. Notificar o médico, documentar o evento e encaminhar para avaliação cirúrgica quando indicado são passos essenciais.
Irritantes causam apenas desconforto, dor e reação inflamatória local, sem provocar lesão tecidual permanente na maioria dos casos. O manejo é conservador: remoção do agente, cuidados locais, analgesia e observação para resolução dos sintomas.
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