Questão FC868540
Um homem de 63 anos, hipertenso de longa data, diabético e ex-tabagista, apresenta microalbuminúria persistente, piora progressiva da função renal, espessamento médio-intimal carot
Sem classificação
FUNDATEC · 2026
Um homem de 63 anos, hipertenso de longa data, diabético e ex-tabagista, apresenta microalbuminúria persistente, piora progressiva da função renal, espessamento médio-intimal carotídeo e índice tornozelo-braquial reduzido. De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2025) e a Braunwald's Heart Disease (2022), a identificação de lesões em órgãos-alvo e de manifestações ateroscleróticas subclínicas constitui elemento fundamental na avaliação prognóstica do paciente hipertenso, permitindo uma estimativa mais acurada do risco cardiovascular global. À luz dos conhecimentos atuais sobre estratificação de risco cardiovascular e assistência de enfermagem, assinale a alternativa correta.
- A microalbuminúria possui relevância restrita ao diagnóstico nefrológico, não integrando marcadores precoces de lesão vascular sistêmica.
- O espessamento médio-intimal carotídeo representa alteração anatômica sem correlação prognóstica cardiovascular robusta.
- O índice tornozelo-braquial reduzido apresenta utilidade diagnóstica exclusivamente ortopédica em indivíduos idosos com limitação funcional.
- A ausência de sintomas anginosos afasta possibilidade de doença aterosclerótica clinicamente relevante em pacientes hipertensos crônicos.
- A coexistência de doença aterosclerótica subclínica e lesão renal inicial sugere incremento do risco cardiovascular global independentemente dos níveis pressóricos isolados.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A presença concomitante de microalbuminúria e declínio da função renal com sinais de aterosclerose subclínica como espessamento médio-intimal carotídeo e índice tornozelo-braquial reduzido indica dano a órgãos-alvo e elevado acúmulo de placa aterosclerótica. Esses marcadores refletem disfunção endotelial, inflamação e maior carga de doença vascular, o que aumenta o risco cardiovascular global independentemente do valor pressórico isolado.
Na prática clínica e de enfermagem isso exige abordagem intensiva: controle multifatorial (PA alvo, estatina, inibidores do SRA, controle glicêmico), cessação do tabagismo, educação para adesão, monitorização regular de albuminúria e função renal, acompanhamento vascular e referências a cardiologia/nefrologia conforme necessário.
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