Questão FC868553
Segundo Zugaib (2020), a insuficiência placentária constitui fenômeno fisiopatológico complexo associado a alterações na remodelação das artérias espiraladas uterinas. Nesse contex
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FUNDATEC · 2026
Segundo Zugaib (2020), a insuficiência placentária constitui fenômeno fisiopatológico complexo associado a alterações na remodelação das artérias espiraladas uterinas. Nesse contexto, assinale a alternativa que melhor expressa a repercussão materno-fetal decorrente da falha na invasão trofoblástica.
- Aumento da complacência vascular uteroplacentária, favorecendo hiperperfusão fetal compensatória.
- Redução da resistência vascular uterina associada à melhora da troca materno-fetal.
- Hipervascularização placentária difusa, associada à macrossomia fetal.
- Persistência de vasos de alta resistência, predispondo a distúrbios hipertensivos gestacionais e restrição do crescimento fetal.
- Aumento seletivo da perfusão intervilositária sem repercussões clínicas relevantes.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Insuficiência placentária por falha da invasão trofoblástica impede a transformação das artérias espiraladas em vasos de baixa resistência. Essas artérias permanecem estreitas e com alta resistência, reduzindo o fluxo uteroplacentário.
A diminuição do débito placentário causa isquemia placentária e estresse oxidativo, com liberação de mediadores antiangiogênicos e inflamatórios. Isso promove disfunção endotelial materna e elevação da pressão arterial, explicando a predisposição a distúrbios hipertensivos gestacionais.
No feto, a oferta insuficiente de oxigênio e nutrientes limita o crescimento, resultando em restrição do crescimento fetal. Assim, a persistência de vasos de alta resistência conecta diretamente alterações vasculares placentárias às complicações materno‑fetal.
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