Questão FC868599
Segundo Hoffmann-Campo, Corrêa-Ferreira e Moscardi (2012), na publicação “Soja: Manejo Integrado de Insetos e Outros Artrópodes-Praga”, da Embrapa, o Manejo Integrado de Pragas (MI
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FUNDATEC · 2026
Segundo Hoffmann-Campo, Corrêa-Ferreira e Moscardi (2012), na publicação “Soja: Manejo Integrado de Insetos e Outros Artrópodes-Praga”, da Embrapa, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) baseia-se na integração de métodos de controle e na tomada de decisão fundamentada em monitoramento, níveis de ação e critérios econômicos, de modo a reduzir aplicações desnecessárias de inseticidas. Nesse contexto, durante o acompanhamento técnico de uma lavoura, um engenheiro agrônomo verificou a presença de uma população de insetos-praga abaixo do nível de ação recomendado para a cultura. Simultaneamente, observou elevada ocorrência de inimigos naturais e ausência de danos capazes de comprometer a produtividade esperada. Considerando os princípios do MIP descritos pelos autores citados, assinale a alternativa correta.
- A aplicação imediata de inseticidas é recomendada sempre que houver detecção da praga, buscando evitar o aumento da densidade populacional observada.
- A presença de inimigos naturais não deve ser considerada na tomada de decisão, uma vez que o monitoramento deve ser realizado sobre a população da praga.
- A decisão de controle deve considerar o monitoramento populacional, os níveis de ação estabelecidos para a cultura, a ocorrência de inimigos naturais e o potencial de perdas econômicas, evitando intervenções químicas desnecessárias.
- A adoção do controle químico preventivo constitui o principal fundamento do MIP.
- A utilização de inseticidas em calendário fixo é recomendada para impedir oscilações populacionais das pragas ao longo do ciclo da cultura.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa destaca princípio central do MIP: a tomada de decisão deve apoiar-se no monitoramento e em níveis de ação para evitar intervenções prematuras.
Quando a população de pragas está abaixo do nível de ação, não há indicação econômica para controlar. A presença elevada de inimigos naturais e a ausência de danos que comprometam a produtividade indicam que o controle biológico está mantendo a praga em níveis aceitáveis.
Intervir quimicamente nessas condições causa riscos desnecessários, como eliminação de inimigos naturais, aumento de custos, seleção de resistência e impactos ambientais. Portanto, a decisão correta é preservar os inimigos naturais e continuar o monitoramento, atuando somente se os níveis de praga e o risco de perdas econômicas aumentarem.
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