Questão FC869013
A redistribuição post mortem (PMR) é um fenômeno importante a ser considerado na interpretação de resultados em toxicologia forense. Com relação a este fenômeno, assinale a alterna
Toxicologia e Análises Toxicológicas
FGV · 2026
A redistribuição post mortem (PMR) é um fenômeno importante a ser considerado na interpretação de resultados em toxicologia forense.
Com relação a este fenômeno, assinale a alternativa correta.
- A PMR ocorre devido a degradação das proteínas plasmáticas, liberando os fármacos ligados e aumentando a concentração plasmática após a morte do paciente.
- A localização anatômica da coleta de sangue não influencia na concentração plasmática do fármaco mesmo para os que sofrem PMR.
- A PMR ocorre devido a difusão passiva do fármaco a partir de órgãos como pulmões, fígado e coração para o sangue, sendo influenciada pelas propriedades do fármaco, como o volume de distribuição, a lipofilicidade e o pKa.
- Fármacos com menor lipofilicidade são mais susceptíveis a PMR, e por esse motivo, este fenômeno não ocorre com antidepressivos, opioides e barbitúricos.
- Apesar da PMR, os níveis plasmáticos do fármaco post mortem sempre se equivalem às concentrações plasmáticas antes da morte.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A redistribuição post mortem (PMR) resulta principalmente da difusão passiva de fármacos de tecidos ricos em droga para o sangue após a morte.
Com a cessação da circulação e a perda da integridade das barreiras tissulares, estabelecem‑se gradientes de concentração que favorecem o movimento do fármaco dos órgãos para o compartimento vascular.
Órgãos como pulmões, fígado e coração funcionam como reservatórios, liberando substâncias acumuladas para o sangue próximo.
O grau de PMR depende das propriedades do fármaco: volume de distribuição elevado, alta lipofilicidade e características de ionização (pKa) aumentam a tendência à redistribuição.
Exemplos típicos de substâncias susceptíveis incluem antidepressivos tricíclicos, opioides e digoxina.
Essa dinâmica explica variações entre sangue central e periférico e a necessidade de interpretar resultados toxicológicos com cautela.
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