Questão FC870099
Mulher de 74 anos encontra-se internada em Unidade de Terapia Intensiva devido a choque séptico de foco cutâneo. Evolui com sangramentos frequentes em sítios de punção venosa, que
Sem classificação
VUNESP · 2026
Mulher de 74 anos encontra-se internada em Unidade de Terapia Intensiva devido a choque séptico de foco cutâneo. Evolui com sangramentos frequentes em sítios de punção venosa, que se interrompem após compressão por 5 minutos. Exames laboratoriais: plaquetas 42.000/mm3; INR 2,3; fibrinogênio 110 mg/dL; D-dímero 8.500 ng/mL.
Além do tratamento do choque séptico, a conduta deve ser
- monitorização de sangramentos e dos exames laboratoriais.
- transfundir plaquetaférese.
- transfundir crioprecipitado.
- transfundir plasma fresco congelado.
- introduzir ácido tranexâmico.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A paciente apresenta quadro laboratorial compatível com coagulopatia por consumo, com plaquetas 42.000/mm3, INR 2,3, fibrinogênio 110 mg/dL e D-dímero muito elevado, mas o sangramento cessa com compressão local.
A conduta adequada, além do tratamento do foco séptico, é a monitorização de sangramentos e dos exames laboratoriais, observando evolução clínica e tendências dos parâmetros hemostáticos.
Transfusões e reposições (plaquetas, plasma fresco congelado, concentrado de fibrinogênio/cryoprecipitado) devem ser reservadas para sangramento ativo significativo ou antes de procedimentos invasivos. Parâmetros orientadores: transfundir plaquetas se houver sangramento ou antes de cirurgia com \(<50.000/mm^3\); considerar reposição de fibrinogênio se \(<100\) mg/dL e sangramento.
Essa estratégia evita transfusões desnecessárias e permite escalonar intervenções conforme piora clínica ou laboratorial.
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