Questão FC870131
Nesse contexto, qual é a principal hipótese diagnóstica e como realizar a investigação complementar?
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VUNESP · 2026
Paciente do sexo masculino, 25 anos, procura o pronto-socorro devido à cefaleia holocraniana de forte intensidade, há 4 horas, com pico de intensidade já no início da dor. Nega antecedente de cefaleia. Refere que foi recentemente diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada e iniciou fluoxetina há 7 dias. O exame neurológico está normal, a tomografia de crânio e líquor também.
Nesse contexto, qual é a principal hipótese diagnóstica e como realizar a investigação complementar?
- Síndrome de vasoconstrição cerebral reversível; realizar angiorressonância arterial.
- Cefaleia em salvas; realizar teste terapêutico com oxigênio em alto fluxo.
- Síndrome de hipertensão intracraniana idiopática; realizar angiorressonância venosa.
- Hemorragia subaracnóidea; realizar angiotomografia arterial.
- Trombose venosa cerebral; realizar angiorressonância venosa.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (RCVS) é a hipótese principal diante de uma cefaleia de início súbito e intenso com pico imediato, exame neurológico, tomografia e líquor normais.
RCVS costuma apresentar cefaleia em trovoada e pode ser precipitata por agentes vasoativos, incluindo antidepressivos como a fluoxetina iniciada recentemente.
O exame complementar de escolha é a angiorressonância arterial, que busca demonstrar o estreitamento arterial multifocal característico. Se a angiorressonância não for conclusiva, considerar angiografia por subtração digital.
É recomendável repetir a avaliação vascular em semanas a meses para documentar a reversibilidade. Tratamento inclui suspensão do agente precipitante, controle da dor e, frequentemente, bloqueadores de canais de cálcio como nimodipina ou verapamil, com acompanhamento neurológico.
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