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Questão FC870149

Nesse caso, qual é o tratamento sistêmico mais apropriado?

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VUNESP · 2026

Paciente de 67 anos de idade, do sexo masculino, ex- tabagista – parou há três anos; com carga tabágica de 94 anos-maço –, apresenta-se em bom estado geral, ECOG 1, sem outras comorbidades. Apresenta lesão pulmonar suspeita. É realizada biópsia de lesão pulmonar, que revelou tratar-se de carcinoma de células escamosas de pulmão, PD-L1 > 1% e com mutação em KRAS G12C. Exames de imagem revelam doença localmente avançada não candidata a radioterapia nem a outro tratamento localizado.

 

Nesse caso, qual é o tratamento sistêmico mais apropriado?

  1. Adagrasibe ou sotorasibe.
  2. Carboplatina + paclitaxel + pembrolizumabe.
  3. Pembrolizumabe em monoterapia.
  4. Cemiplimabe em monoterapia.
  5. Cisplatina + pemetrexede por seis ciclos.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Para este paciente com carcinoma escamoso de pulmão localmente avançado, ECOG 1, PD-L1 >1% e mutação KRAS G12C, o regime de carboplatina + paclitaxel associado a pembrolizumabe é a escolha de primeira linha mais adequada.

O estudo KEYNOTE-407 demonstrou benefício em sobrevida global e controle de doença ao adicionar pembrolizumabe à quimioterapia com platina e taxano em carcinoma escamoso, independentemente do nível de PD-L1, tornando essa combinação padrão para doença avançada não passível de tratamento local.

Carboplatina com paclitaxel é um esquema eficaz e bem tolerado em pacientes mais velhos, enquanto pembrolizumabe potencializa a resposta antitumoral via inibição de PD-1. A presença de KRAS G12C não contraindica o uso de imunoterapia, portanto a combinação citada mantém-se indicada.

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