FC ConcursosFC Concursos

Questão FC870151

Paciente de 61 anos de idade, do sexo feminino, com menopausa há dez anos, sem uso de terapia de reposição hormonal, passou a apresentar sangramento vaginal há seis meses, irregula

Sem classificação

VUNESP · 2026

Paciente de 61 anos de idade, do sexo feminino, com menopausa há dez anos, sem uso de terapia de reposição hormonal, passou a apresentar sangramento vaginal há seis meses, irregular, mas que vem aumentando de intensidade. Realiza ultrassonografia transvaginal, que mostra endométrio espessado e heterogêneo. A histeroscopia diagnóstica revela adenocarcinoma endometrioide de alto grau. A paciente é submetida a histerectomia total abdominal e linfadenectomia, que confirma o diagnóstico de adenocarcinoma endometrioide, G3, com tumor de 5 cm que envolve serosa, anexos e se estende até a vagina, com metástases para linfonodos pélvicos. Imuno-histoquímica com receptor de estrogênio positivo, receptor de progesterona negativo, HER2 negativo (escore 0), p53 padrão selvagem, e MLH1 negativo, MSH2 negativo, MSH6 positivo e PMS2 positivo.

 

Nesse caso,

  1. está indicada a vigilância ativa.
  2. está indicado o tratamento adjuvante com radioterapia + braquiterapia exclusivas.
  3. está indicado o tratamento adjuvante com pembrolizumabe em monoterapia.
  4. não é possível definir o tratamento subsequente sem a pesquisa de mutações em POLE.
  5. está indicado o tratamento adjuvante com carboplatina, paclitaxel e durvalumabe, seguido de radioterapia.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Errado

Comentário do professor

Trata-se de carcinoma endometrioide de alto risco (G3, 5 cm, invadindo serosa, anexos, extensão vaginal e metástases linfonodais) em estádio avançado, justificando quimioterapia adjuvante sistêmica. O regime padrão é carboplatina + paclitaxel, que reduz recidiva sistêmica.

A imuno-histoquímica mostra perda de proteínas de reparo de DNA (perda de MLH1 e MSH2), caracterizando dMMR/MSI‑H, situação preditora de boa resposta a bloqueio do eixo PD‑1/PD‑L1. Assim, a adição de durvalumabe (imunoterapia) ao esquema quimioterápico aumenta a eficácia antitumoral sistêmica.

Após tratamento sistêmico, indica‑se radioterapia para controle locorregional, considerando a extensão vaginal e acometimento nodal. Em conjunto, essa sequência visa reduzir recidiva à distância e local.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo