FC ConcursosFC Concursos

Questão FC870152

Paciente de 60 anos de idade, do sexo feminino, portadora de mutação patogênica em BRCA1, recém-diagnosticada, após investigação de desconforto abdominal, tem diagnóstico de adenoc

Sem classificação

VUNESP · 2026

Paciente de 60 anos de idade, do sexo feminino, portadora de mutação patogênica em BRCA1, recém-diagnosticada, após investigação de desconforto abdominal, tem diagnóstico de adenocarcinoma seroso de alto grau com sítio primário em ovário. Após avaliação laparoscópica em centro de referência, foi considerada não candidata a citorredução completa devido ao elevado índice de carcinomatose peritoneal.

 

Nesse caso,

  1. está indicada quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de intervalo e quimioterapia adjuvante com carboplatina e placlitaxel + bevacizumabe, seguida de olaparibe + bevacizumabe.
  2. a paciente tem indicação de quimioterapia sistêmica neoadjuante com carboplatina e paclitaxel por seis ciclos, seguida de manutenção com olaparibe por três anos.
  3. está indicada a citorredução primária seguida de quimioterapia sistêmica com carboplatina, paclitaxel e bevacizumabe.
  4. considerando a superioridade da cirurgia primária, deve ser considerada a citorredução, mesmo que não completa.
  5. a paciente tem indicação de tratamento exclusivo com quimioterapia sistêmica com carboplatina + paclitaxel + bevacizumabe até resposta completa ou toxicidade limitante.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

A

Comentário do professor

A sequência indicada é quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de intervalo e continuação com quimioterapia adjuvante (carboplatina + paclitaxel) associada a bevacizumabe, seguida de manutenção com olaparibe + bevacizumabe.


Justificativa: com alto índice de carcinomatose peritoneal a citoredução completa inicial não é factível; a quimioterapia neoadjuvante reduz carga tumoral e aumenta a chance de cirurgia de intervalo com melhor ressecabilidade.


Paclitaxel e carboplatina são o esquema padrão sensível ao platino. A adição de bevacizumabe em doença avançada melhora controle e é compatível com esquemas perioperatórios.


Em portadoras de BRCA1 que respondem ao tratamento à base de platino, a manutenção com olaparibe (inibidor de PARP) combinado a bevacizumabe mostrou benefício em sobrevida livre de progressão (estudo PAOLA-1), explorando a falha de reparo por recombinação homóloga dessas tumores.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo